O crescimento desordenado do mix pode ser um dos maiores problemas da produção loja a loja
- 13 de jul.
- 3 min de leitura
Por Bruno Cruz – 10 anos em Centrais de Produção para Supermercados | Fundador da Viáz Consultoria | Especialista em viabilidade econômica, desenvolvimento de projetos e implantação de Centrais de Produção.
Um dos argumentos mais utilizados para defender a produção própria dentro de cada loja é a agilidade.
A lógica parece simples.
Surge uma nova ideia.
Um gerente sugere um produto.
Um padeiro resolve testar uma receita.
O açougue lança um novo corte.
No dia seguinte, o produto já está sendo vendido.
À primeira vista, isso parece uma vantagem competitiva.
Mas, quando analisamos redes supermercadistas com várias lojas, percebemos que essa facilidade pode se transformar em um dos maiores desafios da operação.

Lançar produtos é fácil. Gerenciar um portfólio é muito mais complexo.
Quando cada loja possui autonomia para criar produtos e ampliar seu mix, o crescimento do portfólio acontece de forma natural.
O problema é que, muitas vezes, esse crescimento não segue critérios técnicos, comerciais ou financeiros.
Cada unidade cria seus próprios produtos.
Cada equipe faz adaptações.
Cada gerente toma decisões de forma independente.
O resultado é um portfólio que cresce sem planejamento.
Na prática, a empresa passa a administrar dezenas ou centenas de itens que nunca foram avaliados quanto à rentabilidade, produtividade, giro ou impacto operacional.
Mais produtos nem sempre significam mais vendas
Existe uma percepção de que ampliar o mix sempre melhora os resultados.
Nem sempre isso acontece.
Quanto maior o número de produtos sem gestão estruturada, maior tende a ser a complexidade da operação.
O supermercado passa a lidar com:
mais matérias-primas;
mais embalagens;
mais fichas técnicas;
mais controles;
mais desperdícios;
mais treinamento;
mais variações de qualidade.
Além disso, muitos produtos apresentam baixo giro e acabam consumindo tempo da equipe sem gerar retorno proporcional.

A falta de padronização enfraquece a marca
Outro efeito comum da produção loja a loja é a perda de padronização.
Imagine um cliente comprando um produto em uma unidade da rede.
Dias depois, ele visita outra loja esperando encontrar exatamente o mesmo produto.
Mas recebe uma versão diferente.
Mudou o sabor.
Mudou o peso.
Mudou a apresentação.
Mudou a embalagem.
Mudou até o rendimento.
Quando isso acontece, quem perde não é apenas a operação.
Quem perde é a identidade da marca.
Uma rede precisa entregar consistência.
E isso depende diretamente da padronização dos processos produtivos.
Gestão de portfólio não pode depender apenas da iniciativa
Inovar é importante.
Criar novos produtos também.
Mas inovação precisa ser acompanhada de gestão.
Na minha experiência, um dos maiores erros das operações descentralizadas é tratar a gestão de portfólio com simplicidade excessiva.
Basta existir vontade para produzir.
Basta alguém acreditar que um novo produto pode vender.
Sem critérios claros, o mix cresce de maneira desordenada.
E controlar esse crescimento passa a ser cada vez mais difícil.
Costumo comparar essa situação a um cobertor curto.
Quando conseguimos atender uma necessidade, outra acaba ficando descoberta.
Aumentamos o mix, mas reduzimos produtividade.
Criamos novos produtos, mas aumentamos perdas.
Expandimos opções, mas dificultamos o abastecimento.
A Central de Produção organiza o portfólio
Uma Central de Produção não serve apenas para fabricar produtos.
Ela também organiza a gestão do mix.
Cada lançamento passa por critérios técnicos.
São avaliados:
demanda;
capacidade produtiva;
rentabilidade;
padronização;
logística;
impacto operacional;
necessidade de matéria-prima;
retorno financeiro.
O objetivo não é impedir a inovação.
É garantir que ela aconteça de forma sustentável.
Crescer exige governança
Quanto maior a rede, maior precisa ser a disciplina na gestão do portfólio.
Empresas que desejam expandir precisam substituir decisões isoladas por processos estruturados.
Isso significa definir critérios para lançar, manter ou retirar produtos do mix.
Mais do que aumentar o número de itens, é preciso aumentar a qualidade das decisões.
O portfólio também precisa de estratégia
Ao longo dos últimos dez anos implantando Centrais de Produção para supermercados, aprendi que eficiência operacional não depende apenas de produzir melhor.
Ela depende também de decidir melhor.
O sucesso de uma rede não está em oferecer o maior número de produtos.
Está em oferecer o mix certo, produzido com qualidade, padronização, produtividade e rentabilidade.
Porque, no varejo supermercadista, um portfólio desorganizado aumenta a complexidade.
Um portfólio bem gerenciado aumenta os resultados.
Conheça uma Central de Produção para Supermercados
Se você deseja entender como uma Central de Produção pode organizar o portfólio, aumentar a produtividade, reduzir perdas e preparar sua rede para crescer com mais eficiência, convido você a conhecer uma operação em funcionamento. Durante a visita técnica, apresento na prática como uma Central de Produção é planejada, como os processos são organizados e de que forma um Estudo de Viabilidade Econômica orienta decisões mais seguras antes de qualquer investimento. Entre em contato e agende sua visita. Será um prazer mostrar como esse modelo pode transformar os resultados do seu supermercado. WhatsApp: (31) 98865-3056 | Site: https://viazconsultoria.com/


















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