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Carne suína, frango ou carne bovina: qual tem mais saída no supermercado?

há 3 horas
3 min de leitura

A resposta depende do que o supermercado entende por “saída”. Se a comparação considerar quilos vendidos, o resultado pode ser um. Se observar faturamento, margem, número de unidades ou frequência de compra, a posição das proteínas pode mudar. Por isso, o gestor não deve montar o açougue apenas com base em uma percepção geral do mercado.


Açougue de supermercado com balcões de carnes refrigeradas, placas de ofertas e letreiro Casa de Carnes.

Os indicadores nacionais apontam a carne de frango como a mais consumida entre as três proteínas. Segundo o Relatório Anual 2026 da Associação Brasileira de Proteína Animal, o consumo per capita de frango chegou a 46,7 quilos por habitante em 2025. A carne suína registrou 19,1 quilos por habitante no mesmo período.


Na carne bovina, o Beef Report 2026 estimou um consumo per capita de 37,04 quilos equivalentes-carcaça por habitante em 2025. Os números utilizam metodologias próprias e não representam diretamente as vendas de uma loja, mas ajudam a mostrar a presença de cada proteína na alimentação brasileira: o frango aparece à frente em volume nacional, seguido pela carne bovina e pela suína.


O frango costuma ganhar espaço por oferecer preço mais acessível, variedade de cortes e presença em diferentes refeições. Peito, coxa, sobrecoxa, filé, asa, frango inteiro e opções temperadas permitem atender desde a compra econômica até a busca por conveniência.


Entretanto, uma grande saída em quilos não garante, sozinha, a melhor rentabilidade.

A carne bovina pode não liderar o volume em todas as lojas, mas tende a representar uma parcela importante do faturamento do açougue por possuir maior valor por quilo. O desempenho varia conforme o equilíbrio entre cortes de entrada, como músculo, acém e peito, e opções de maior valor agregado, como picanha, filé-mignon e cortes especiais.


Também é necessário acompanhar o aproveitamento das peças e a margem real depois de aparas, perdas e custos de manipulação. A carne suína ocupa uma posição intermediária que pode ser ampliada com boa execução. Quando a exposição se limita a poucos cortes, o consumidor pode enxergar a categoria apenas como opção para ocasiões específicas. Lombo, pernil, bisteca, costelinha, copa-lombo, panceta e produtos temperados ajudam a apresentar diferentes usos e faixas de preço.


Em 2025, o consumo per capita de carne suína chegou a 19,1 quilos, mostrando que a proteína já possui presença relevante e espaço para desenvolvimento no varejo.

A região e o perfil da loja também alteram o resultado. Em bairros mais sensíveis a preço, o frango pode apresentar maior giro. Em lojas direcionadas a churrasco e ocasiões especiais, a carne bovina pode liderar o faturamento. Já a carne suína pode avançar onde existe variedade, comunicação sobre os cortes e sugestões de preparo. Finais de semana, clima, datas comemorativas e promoções ainda modificam temporariamente essa procura.


A matéria “Como o açougue pode aumentar o ticket médio dos clientes”, da ExpoNews, reforça que o setor pode gerar vendas adicionais por meio de variedade, exposição e produtos relacionados. Molhos, farofas, carvão, temperos, bebidas e acompanhamentos permitem trabalhar cada proteína como parte de uma ocasião de consumo, e não apenas como um item vendido por quilo.


O vídeo “Da loja à retaguarda: conheça a operação completa de um supermercado”, publicado no canal oficial da Expo Supermercados, ajuda a compreender como recebimento, armazenamento, manipulação e exposição influenciam o resultado dos perecíveis. No açougue, vender mais também depende de disponibilidade, conservação, reposição e controle das perdas.


Para descobrir qual carne realmente tem mais saída, o supermercado deve comparar quilos, faturamento, margem, perdas e frequência de compra por proteína, corte, dia da semana e período do mês. Nacionalmente, o frango lidera o consumo per capita entre as três opções. Dentro da loja, porém, a melhor resposta está nos dados do próprio açougue.


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