Inteligência Artificial na Prática para Supermercadistas – Gemini e ChatGPT Passo a Passo
- Fabiano Polese

- há 4 dias
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A aula em vídeo “Inteligência Artificial na Prática para Supermercadistas – Gemini e ChatGPT Passo a Passo” mostra, de forma simples e direta, como a IA pode entrar no dia a dia do supermercado como uma aliada de gestão. A proposta não é tratar tecnologia como algo distante, e sim como uma ferramenta prática para apoiar decisões que todo supermercadista precisa tomar: melhorar a operação, organizar processos, lidar com pessoas, reposicionar a marca e planejar o futuro. Ao longo da dinâmica, fica evidente que, quando bem utilizada, a IA funciona como um “assistente inteligente” que acelera análises, organiza raciocínios e oferece sugestões com base no contexto informado.
Logo no início, o vídeo reforça um conceito essencial para obter respostas melhores: definir a “persona”. Ou seja, antes de fazer a pergunta, o participante orienta o ChatGPT ou o Gemini a responder como se fosse um profissional específico — por exemplo, um gestor operacional mais direto, um especialista de RH mais cuidadoso, ou até um consultor com perfil psicológico para lidar com temas delicados. Essa escolha muda completamente o estilo da resposta e ajuda a IA a se posicionar com mais coerência. A aula mostra que não basta perguntar “me ajude”, e sim orientar “me ajude como um gerente operacional” ou “me ajude como um consultor de RH”, para que a resposta venha no tom e na profundidade certos.
Na parte operacional, é apresentado um cenário clássico: repositores com dificuldade para manter as gôndolas abastecidas, alegando falta de tempo e equipe reduzida. A partir desse contexto, a IA começa a estruturar um diagnóstico, levantando hipóteses comuns que podem estar por trás do problema, como planejamento de compras desalinhado com o giro, excesso ou falta de mix, mudanças frequentes de layout e falhas de organização que “roubam tempo” da reposição. Um detalhe importante é que, em alguns momentos, a IA já se antecipa e traz caminhos de solução mesmo sem o usuário pedir explicitamente, mostrando como ela pode ser proativa quando o contexto está bem montado.
Em seguida, o vídeo avança para situações de RH, com exemplos sensíveis e realistas. Um deles envolve uma denúncia de assédio moral por parte de um líder, exigindo rapidez, empatia e equilíbrio. A aula evidencia que, nesses temas, a persona escolhida faz toda diferença: quando o chat assume um perfil mais consultivo e psicológico, a resposta tende a ser mais acolhedora, orientada a escuta, registro adequado, condução ética e procedimentos internos. Já em outro exemplo, o desafio é o aumento do turnover após a inauguração de um concorrente. Nesse caso, a IA não “adivinha” soluções milagrosas; ela pede dados e direciona o raciocínio: quem está saindo, por quê, qual o perfil das demissões, quais áreas foram mais afetadas. O aprendizado é claro: perguntas genéricas geram respostas genéricas, enquanto perguntas bem instruídas geram respostas mais úteis e aplicáveis.
A dinâmica também explora o uso da IA no marketing e na estratégia comercial. Um caso simula o impacto da concorrência de atacarejos e a necessidade de reposicionar a marca do supermercado para continuar competitivo. A IA, ao entender o contexto, sugere um reposicionamento baseado naquilo que atacarejos geralmente não entregam com a mesma força: atendimento mais próximo, experiência de compra, qualidade e frescor de perecíveis como hortifruti, padaria e açougue, além de ações de fidelização e promoções inteligentes. A aula reforça que competir apenas por preço pode ser uma armadilha, e que a IA ajuda o gestor a enxergar diferenciação com mais clareza.
Quando o tema passa a ser planejamento para 2026, o vídeo mostra como ChatGPT e Gemini podem apoiar a identificação de tendências relevantes para o setor supermercadista. Surgem ideias como experiências sensoriais no ponto de venda, consumo consciente e sustentabilidade, personalização baseada em dados e o uso crescente de inteligência artificial em câmeras para prevenção de perdas. O ponto central aqui é que a IA pode ampliar repertório e acelerar pesquisas, mas o supermercadista precisa validar com a realidade da sua loja, do seu público e da sua região, evitando assumir como verdade qualquer resposta sem critério.
Por fim, a aula traz um ensinamento que organiza todo o conteúdo: a IA é excelente para “afiar o machado”, mas exige conhecimento e senso crítico. O vídeo alerta que, às vezes, a ferramenta pode completar informações de forma errada, e por isso o usuário precisa dominar minimamente o assunto para conferir, ajustar e conduzir o processo. Nessa lógica, a inteligência artificial entra como apoio para análise e tomada de decisão, não como substituição do gestor. E para aproveitar melhor, a recomendação prática é organizar conversas por temas — criando chats diferentes para compras, estoque, operação, RH, marketing e estratégia — mantendo o contexto salvo, facilitando o uso recorrente e tornando o dia a dia mais produtivo.
No conjunto, o vídeo transmite uma mensagem direta: administração é análise de dados e decisão. A inteligência artificial acelera a análise, sugere caminhos e dá mais clareza para decidir. Quem aprende a pedir do jeito certo — com persona, contexto e objetivo — transforma ChatGPT e Gemini em ferramentas poderosas para melhorar eficiência, reduzir erros, qualificar a gestão e evoluir com mais consistência no varejo supermercadista.
Esta aula faz parte da Formação em Gestão 4.0: Inteligência Artificial como aliada do Supermercado organizado e realizado pelo Grupo Telecon














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