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Max Castro leva técnica, gestão e visão estratégica ao Workshop Açougue de Primeira

  • há 3 horas
  • 4 min de leitura

Maximiliano Souza da Castro, conhecido nacionalmente como Max Castro, foi um dos grandes destaques do Workshop Açougue de Primeira, levando ao público muito mais do que técnicas de desossa: entregou uma verdadeira aula de gestão, controle de perdas, maturação e estratégia para o setor de açougue e perecíveis.


Logo na abertura, ficou evidente por que sua participação era tão aguardada. Max é um açougueiro raiz, formado no chão de loja, na rotina intensa do balcão e da desossa diária, mas que soube evoluir para uma visão moderna, estratégica e orientada à gestão do negócio. Une técnica apurada com entendimento de mercado, processos e rentabilidade. Presença constante em feiras, encontros técnicos e também nas redes sociais, ele compartilha conhecimento prático sobre desossa, cortes, padronização e gestão de açougues, contribuindo diretamente para a profissionalização do setor em todo o Brasil.


O Açougue como motor de rentabilidade

Max Castro no Workshop Açougue de Primeira
Max Castro no Workshop Açougue de Primeira

Max iniciou sua palestra destacando a importância estratégica do setor: o açougue pode representar de 20% a 28% do faturamento da loja, dependendo do mix e da proposta comercial.


Ele reforçou que perecíveis são produtos de alta complexidade operacional. São itens com vida útil curta, exigem controle rigoroso de temperatura, manipulação adequada e processos bem definidos. Quando bem administrados, são altamente lucrativos. Quando mal gerenciados, tornam-se grandes fontes de perda.

O Workshop Açougue de Primeira contou com o patrocínio da Urano Balanças. Imagem: balança POP-Z ECO. Clique aqui e fale com a Urano Balanças
O Workshop Açougue de Primeira contou com o patrocínio da Urano Balanças. Imagem: balança POP-Z ECO. Clique aqui e fale com a Urano Balanças

Entre os principais cuidados citados:

  • Infraestrutura adequada (balcões, câmaras frias, equipamentos)

  • Manutenção da cadeia do frio

  • Higienização constante de utensílios

  • Controle de processos internos

  • Inventários frequentes

  • Equipe capacitada


Maturação: Wet Aged x Dry Aged

Um dos momentos mais aguardados da palestra foi a explicação sobre os tipos de maturação.

Max detalhou os dois modelos mais conhecidos:

Wet Aged (maturação a vácuo)

  • Processo mais comum no Brasil

  • A ausência de oxigênio aumenta o shelf life

  • Pode chegar a 60 dias refrigerado

  • Inibe crescimento de microrganismos


Dry Aged (maturação a seco)

  • Maturação em ambiente com temperatura e umidade controladas

  • Pode durar de 20 a 60 dias

  • Perde umidade e peso (impacta no custo)

  • Desenvolve aromas intensos

  • Idealmente consumida mal passada

Ele destacou que o Dry Aged agrega valor e diferenciação, mas exige conhecimento técnico e posicionamento adequado.


Veja o Treinamento Completo de Max Castro no Workshop Açougue de Primeira

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Controle de qualidade e higienização: onde muitos erram

Um ponto fundamental foi a explicação sobre o cheiro forte da carne a vácuo. Max esclareceu que é normal haver odor ao abrir a embalagem — resultado da maturação —, porém, quando o cheiro é excessivo, normalmente indica falhas no processo:

  • Máquina de vácuo mal higienizada

  • Facas e tábuas sem esterilização correta

  • Quebra na cadeia do frio

  • Embalagens mal armazenadas


Ele reforçou práticas essenciais:

  • Higienização de utensílios a cada 30 minutos ou 1 hora

  • Uso de tábuas coloridas para controle sanitário

  • Evitar panos reutilizáveis que soltam resíduos

  • Manter higiene pessoal rigorosa (unhas curtas, sem esmalte, sem barba exposta)


Validade: entender para lucrar

Max foi direto:

  • Carne manipulada em bandeja: até 3 dias de validade

  • Carne moída e produtos in natura: 1 dia

  • Carne a vácuo refrigerada: até 60 dias

  • Carne congelada com selo adequado: até 2 anos


Porém, alertou sobre produtos congelados com baixa rotatividade, que podem sofrer queimadura de frio e desenvolver ranço.


A mensagem foi clara: estoque parado é prejuízo escondido.


Gestão moderna: ABC de estoque e controle de perdas

Um dos momentos mais estratégicos da palestra foi a apresentação do controle de estoque via Curva ABC.


Max explicou como o gestor pode monitorar:

  • Código interno do produto

  • Quantidade em estoque

  • Média de venda diária

  • Dias de cobertura

  • Dias sem venda

  • Última entrada

  • Rupturas


Ele destacou a importância de utilizar sistemas de gestão e explorar ao máximo as ferramentas disponíveis. Gestão de açougue não pode mais ser feita “na cabeça” ou no papel.


Visual, exposição e estratégia de venda

A apresentação também abordou o impacto visual no PDV.


Max mostrou que:

  • Balcões bem abastecidos vendem mais

  • Combinação de cores valoriza os cortes

  • Organização transmite qualidade

  • Produtos com data curta podem ganhar pontas extras e destaque promocional


Ele reforçou que o açougue é vitrine da loja. Um balcão mal organizado compromete a percepção de qualidade de todo o supermercado.


Atmosfera Modificada: ganho de shelf life

Outro ponto relevante foi a embalagem em ATM (Atmosfera Modificada), que pode aumentar a validade de 3 dias para até 16 dias, dependendo do processo.


Essa tecnologia:

  • Reduz uso de conservantes

  • Melhora apresentação

  • Facilita planejamento de promoções

  • Aumenta segurança alimentar


Treinamento é decisão estratégica

Encerrando sua apresentação, Max destacou que o sucesso do setor depende diretamente da capacitação da equipe.


Investir em treinamento traz:

  • Aumento da produtividade

  • Redução de perdas

  • Melhora no atendimento

  • Maior padronização

  • Clima organizacional mais positivo


Ele ressaltou que a liderança deve ser constante, adaptável e comprometida com a evolução da equipe.


Muito além da faca: gestão, técnica e visão de futuro

A palestra de Max Castro no Workshop Açougue de Primeira deixou uma mensagem clara para supermercadistas e gestores:


O açougue moderno precisa unir arte, técnica e gestão.


Não basta saber cortar. É preciso saber comprar, armazenar, expor, controlar, treinar e vender.


E quando esses elementos trabalham juntos, o setor deixa de ser apenas operacional e passa a ser estratégico — aumentando faturamento, reduzindo perdas e elevando a percepção de qualidade da loja como um todo.


Uma apresentação completa, prática e profundamente conectada com a realidade do varejo brasileiro.

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