NRF 2026 aponta dados e IA como decisivos para o varejo brasileiro em um ano de consumo mais cauteloso
- 15 de jan.
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Em cenário desafiador, maior evento global do setor indicou caminhos de crescimento em 2026 com estoques mais complexos e consumidores mais racionais no Brasil

O NRF Retail 's Big Show 2026, realizado em Nova Iorque nesta semana, mostrou que o próximo ciclo de crescimento do varejo será liderado por empresas capazes de transformar dados e inteligência artificial em decisões mais eficientes e centradas no consumidor. Isso também vale para o varejo brasileiro, que entra em 2026 diante de um cenário de desaceleração do consumo e maior pressão por eficiência operacional.
Dados do Índice do Varejo Stone (IVS) mostram que o varejo brasileiro encerrou 2025 com retração de 0,5% no volume de vendas em relação a 2024, refletindo um ambiente de juros elevados, crédito mais restrito e consumidores mais cautelosos. Em dezembro, mesmo com o aquecimento das festas de final de ano, o índice registrou queda de 1,5%, sinalizando um comportamento de compra mais racional, mesmo diante de promoções agressivas.
“O que vimos no NRF 2026 é que o varejo global já está operando em um cenário de maior complexidade e o Brasil não é exceção. Em 2026, vencerá quem conseguir tomar decisões mais rápidas e precisas, apoiadas por dados e inteligência artificial”, afirma Alexandre Caramaschi, CMO da Semantix, deep tech brasileira referência em Dados e Inteligência Artificial, que acompanhou de perto as tendências no evento.
Além do ritmo mais moderado das vendas, o setor convive com desafios operacionais relevantes. No terceiro trimestre de 2025, o varejo brasileiro registrou queda de 0,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o IVS, aumentando a complexidade na gestão de estoques e pressionando as margens. Nesse contexto, tecnologias analíticas e modelos preditivos ganham protagonismo ao ajudar varejistas a reduzir rupturas, evitar excessos e otimizar a cadeia logística.
Durante o NRF 2026, a inteligência artificial deixou de ser apresentada como tendência futura e passou a ser tratada como infraestrutura essencial do varejo moderno, aplicada em áreas como previsão de demanda, personalização da jornada do cliente e eficiência operacional. “A IA não substitui pessoas. Ela amplia a capacidade humana de análise, planejamento e criatividade. No varejo brasileiro, isso significa usar tecnologia para liberar equipes de tarefas operacionais e focar em estratégia e experiência do cliente”, explica Caramaschi.
Outro ponto central do evento foi a experiência do consumidor. Mesmo com o avanço do digital, o NRF reforçou que quanto mais tecnológica a operação, mais humana precisa ser a jornada de compra. Para o consumidor brasileiro, que transita naturalmente entre canais físicos e digitais, a expectativa é por experiências mais fluidas, rápidas e personalizadas, algo viabilizado apenas com dados bem estruturados e uso inteligente de IA.
“O varejo que vai se destacar em 2026 será aquele que conseguir conectar dados, inteligência artificial e pessoas para entregar valor real ao consumidor, mesmo em um cenário econômico mais desafiador”, conclui o executivo da Semantix.
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Sobre a Semantix
A Semantix é uma deep tech brasileira fundada em 2010 e referência em soluções data driven para grandes empresas na aplicação de Inteligência Artificial, desde a base de dados até soluções especializadas. Com mais de 300 clientes em 15 países, a Semantix possui produtos que vão desde a integração de APIs até soluções de AI de ponta a ponta para players de setores como finanças, saúde, varejo e telecom. Em 2022, foi a primeira deep tech da América Latina a abrir capital na Nasdaq, sendo reconhecida como uma das pioneiras em AI no Brasil.









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