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O que aconteceria se um colaborador produzisse o equivalente a três?

  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

Por Bruno Cruz – Diretor da Viáz Consultoria, especialista em análise de viabilidade econômica, desenvolvimento de projetos e estruturação de centrais de produção para supermercados.

A falta de mão de obra qualificada se tornou um dos maiores desafios para os supermercados brasileiros.

Independentemente do porte da empresa ou da região do país, a reclamação costuma ser a mesma: está cada vez mais difícil encontrar açougueiros, padeiros, confeiteiros, forneiros e profissionais especializados para os setores de perecíveis.

Ao mesmo tempo, muitas redes desejam expandir suas operações, abrir novas lojas e aumentar o volume de vendas.

Mas surge uma pergunta importante:

Como crescer sem multiplicar os problemas relacionados à mão de obra?

É exatamente neste ponto que a Central de Produção passa a fazer sentido.


O maior custo dos perecíveis não está apenas na matéria-prima

Quando falamos em açougue, padaria, confeitaria ou rotisseria, a atenção normalmente está voltada para compras, preços e margem dos produtos.

No entanto, existe outro fator que impacta diretamente a rentabilidade:

A produtividade da mão de obra.

Muitas operações produzem menos do que poderiam porque trabalham em estruturas descentralizadas, onde cada loja possui sua própria produção, seus próprios processos e sua própria equipe.

O resultado é uma operação com baixa escala, interrupções constantes e dificuldade de padronização.

Bruno Cruz, da Viáz Consultoria, em uma visita técnica na Central de Produção do Supermercado
Bruno Cruz, da Viáz Consultoria, em uma visita técnica na Central de Produção do Supermercado

Site da Viáz Consultoria: https://viazconsultoria.com/


A conta que poucos supermercadistas fazem

Na Viáz Consultoria, uma das primeiras análises realizadas em projetos de Central de Produção é a produtividade per capita.

Em outras palavras:

Quantos quilos cada colaborador consegue produzir por mês?

Quando avaliamos operações descentralizadas, os números normalmente ficam entre 450 e 600 quilos produzidos por colaborador ao mês.

Isso significa que boa parte do tempo da equipe é consumida por atividades que não agregam valor diretamente à produção:

  • deslocamentos;

  • interrupções;

  • mudanças de prioridade;

  • falta de planejamento;

  • retrabalho;

  • processos diferentes entre lojas.

Quando a produção é centralizada, o cenário muda completamente.

O efeito da escala na produtividade

Uma Central de Produção bem estruturada trabalha com processos padronizados, sequência operacional, equipamentos adequados e maior concentração de volume.

Com isso, a produtividade pode ultrapassar 1.500 quilos produzidos por colaborador ao mês.

Na prática, a conta costuma ser simples:

Um para três.

Ou seja, uma pessoa trabalhando em uma Central de Produção pode produzir o equivalente ao trabalho de três colaboradores distribuídos entre diferentes lojas.

Não se trata apenas de trabalhar mais rápido.

Trata-se de eliminar desperdícios operacionais e aproveitar melhor o tempo das equipes.

O desafio da expansão

Imagine uma rede que deseja abrir mais duas ou três lojas.

No modelo tradicional, isso normalmente significa:

  • contratar mais açougueiros;

  • contratar mais padeiros;

  • contratar mais confeiteiros;

  • aumentar supervisão;

  • ampliar treinamento;

  • multiplicar estruturas produtivas.

Em um mercado onde já existe escassez desses profissionais, a expansão passa a depender de um recurso cada vez mais difícil de encontrar.

Por isso, muitas empresas acabam crescendo em faturamento, mas também aumentam seus problemas operacionais.

Conheça por dentro uma Central de Produção de Supermercado com Bruno Cruz da Viáz Consultoria

Central de Produção reduz dependência de mão de obra

Uma das maiores vantagens da Central de Produção é justamente reduzir a necessidade de profissionais especializados espalhados em todas as unidades.

Isso não significa eliminar pessoas.

Significa utilizar melhor os talentos disponíveis.

Ao concentrar a produção em um único ambiente, a empresa consegue:

  • aumentar produtividade;

  • reduzir retrabalho;

  • melhorar o aproveitamento das equipes;

  • diminuir a necessidade de contratação;

  • facilitar treinamento;

  • melhorar a gestão operacional.

Além disso, as lojas ficam mais livres para focar naquilo que realmente gera vendas:

  • atendimento;

  • abastecimento;

  • exposição;

  • experiência do cliente.

Mais produtividade, mais margem

Quando uma operação produz três vezes mais com a mesma estrutura, os impactos aparecem rapidamente nos resultados.

A empresa reduz custos operacionais, melhora o aproveitamento da mão de obra e aumenta sua capacidade de crescimento.

Ao mesmo tempo, ganha mais previsibilidade, mais controle e mais padronização.

Por isso, a Central de Produção não deve ser vista apenas como uma estrutura física.

Ela é uma ferramenta estratégica para aumentar produtividade e proteger margem.

A pergunta que pode mudar sua operação

Diante da dificuldade crescente para contratar profissionais especializados, talvez a pergunta mais importante não seja:

"Quantas pessoas eu preciso contratar para crescer?"

Mas sim:

"Como posso produzir mais com as pessoas que já tenho?"

É exatamente essa resposta que uma Central de Produção bem planejada pode ajudar a encontrar.

Porque, no varejo alimentar, crescer não depende apenas de abrir novas lojas.

Depende de criar uma operação capaz de produzir mais, com menos desperdício, mais eficiência e melhores resultados.



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