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Podcast Conectando o Varejo com Wagner Donegatti e Hugo Bethlem: liderança, propósito e performance na prática

No episódio “Liderança, Propósito e Performance” do podcast Conectando o Varejo, Wagner Donegatti abre a conversa com a energia de quem vive o varejo há décadas — e faz questão de deixar claro que aquele encontro não é “mais um”: é uma aula prática, de varejista para varejista. Com uma trajetória que passa por grandes operações (como GPA, Carrefour, Walmart, Dia, BIG e Sam’s Club, além de experiências em logística e operações), Wagner apresenta o convidado com admiração genuína e um tom de gratidão: Hugo Bethlem, conselheiro, palestrante, ex-vice-presidente do Grupo Pão de Açúcar e atual presidente do conselho do Instituto Capitalismo Consciente Brasil.


Hugo Bethlem e Wagner Donegatti no Podcast Conectando o Varejo
Hugo Bethlem e Wagner Donegatti no Podcast Conectando o Varejo

A conversa começa com um resgate poderoso de origem e identidade. Hugo se define como um “varejista acidental”, alguém que não planejava seguir esse caminho, mas foi “mordido” pelo varejo ao iniciar sua vida profissional em auditoria e ser alocado em um cliente que, na época, ainda engatinhava no Brasil: o Carrefour, com poucas lojas, processos “no papel e lápis”, e uma missão complexa de adaptar conceitos internacionais à realidade brasileira. O que parece um detalhe histórico vira mensagem central: o varejo se constrói com método, sim — mas se sustenta com aprendizado real do chão, humildade cultural e capacidade de adaptação.


Ao relembrar a cultura do Carrefour nos anos 70 e 80, Hugo traz uma explicação que vale ouro para qualquer supermercadista: o hipermercado nasceu do conceito de “one stop shopping” (tudo sob o mesmo teto) e foi pensado para combinar o alimentar, que garante frequência, com o não alimentar, que desperta desejo e aumenta o ticket. Mais do que nostalgia, a fala mostra como estratégia comercial e experiência sempre caminharam juntas no varejo vencedor. E, ao tocar no tema “humildade”, Hugo reforça um princípio raro: a melhor entrada em um país novo é comprar não só a estrutura, mas o conhecimento das pessoas — uma ideia que ecoa durante todo o episódio.


Hugo Bethlem - Capitalismo Consciente Brasil
Hugo Bethlem - Capitalismo Consciente Brasil

Mas o coração do podcast está mesmo na liderança. Hugo conta que, para migrar para operações, precisou fazer algo que poucos aceitam: voltar para a loja e reaprender tudo. É nessa passagem que surge um dos pontos mais fortes da conversa: a liderança não se prova no cargo — ela se prova no cotidiano, entendendo as dores e a realidade de quem está na ponta. Para Hugo, virar “torcedor” da operação muda tudo: a visão sobre cliente, colaborador e fornecedor ganha profundidade, e o líder deixa de ser “matriz” e passa a ser gente.


E, quando o assunto é gente, as histórias aparecem como lições vivas. Hugo descreve rituais simples de reconhecimento (como celebrar recordes com a equipe e transformar pequenos símbolos em memória de pertencimento), e conta um caso marcante: ao premiar operadoras de caixa com um dia de diversão, descobriu que elas não tinham dinheiro para a condução. A partir dali, ele entende na prática algo que muitos discursos não alcançam: liderar é enxergar a dor real, e respeito não se faz só com palavras — se faz com decisão, cuidado e ação.


O podcast também ganha peso quando Hugo fala abertamente sobre as demissões que viveu — sem glamour, sem vitimismo, mas com maturidade. Ele transforma rupturas em aprendizado e destaca uma verdade que serve para carreira e empresa: nem sempre uma porta que fecha é fim; muitas vezes é reposicionamento. Ainda assim, ele deixa um alerta ético essencial: o respeito no demitir precisa ser do mesmo tamanho do respeito no contratar. É uma frase dura, mas necessária, especialmente em um setor onde pessoas são o motor do resultado.



Ao longo da conversa, Wagner reforça um ponto que conecta tudo: o que fica no final não são apenas lojas, formatos ou projetos — são as pessoas que você ajudou a crescer. Nesse momento, liderança e legado se encontram. Hugo completa com uma frase que poderia virar regra de ouro: “Nunca tenham medo de contratar alguém melhor que você.” Para ele, a grande vitória do líder é formar alguém que se torne par — e, quem sabe, até chefe — sem insegurança, com orgulho.


A conversa avança para temas de cultura organizacional e fusões, e Hugo traz uma metáfora brilhante para explicar por que tantas aquisições falham: a “maionese”. Misturar duas culturas é como bater uma maionese: se colocar “óleo demais”, desanda. Ou seja, muitas empresas não quebram por falta de dinheiro, mas por não definirem, com clareza, qual cultura será seguida e como ela será vivida no dia a dia. É um recado direto para redes regionais em expansão e para quem sonha crescer sem perder identidade.


Quando Wagner pede que Hugo resuma o que é Capitalismo Consciente, a resposta vem com simplicidade e impacto: é parar de privilegiar apenas o acionista e cuidar de todos os stakeholders (colaboradores, clientes, comunidade, fornecedores) — porque, no fim, isso fortalece o negócio e também retorna ao acionista de forma sustentável. Hugo cita o vínculo do movimento com o varejo, lembrando que uma de suas referências é o fundador da Whole Foods, e arremata com uma síntese de liderança servidora: o papel do líder é servir — e mais do que dar tarefas, é dar algo em que as pessoas possam acreditar.


No encerramento, vem a parte mais prática: as dicas finais. Para o empreendedor, Hugo aponta o dilema inevitável da empresa própria: ou vende, ou perpetua — e perpetuar é mais bonito quando existe sucessão preparada de verdade, e não apenas “um sonho pronto” entregue para a próxima geração. Para executivos e líderes, a orientação é direta, quase um mantra: o negócio dos negócios são pessoas. E ele conclui com a frase que resume o episódio inteiro: o papel principal do CEO não é gerar resultado — é cuidar das pessoas que geram o resultado.


“Liderança, Propósito e Performance” termina como começou: com respeito ao varejo e às pessoas do varejo. Wagner reforça que o Conectando é um ecossistema de comunicação, e Hugo deixa seus canais de contato, mostrando coerência com tudo o que defendeu: acessibilidade, presença e resposta direta. No fim, o episódio deixa uma mensagem clara para supermercadistas, gestores e profissionais do setor: crescer é importante — mas crescer com cultura, propósito e gente bem cuidada é o que sustenta o crescimento.

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