Ponta de gôndola não é vitrine fixa
A ponta de gôndola é um dos espaços mais visíveis do supermercado, mas perde força quando permanece igual por tempo demais. O cliente habitual deixa de perceber a exposição, o produto perde o caráter de oportunidade e um ponto comercial valioso passa a funcionar como uma extensão permanente do corredor.

Cada montagem precisa ter um objetivo. A ponta pode apresentar uma oferta, lançamento, item sazonal, solução para uma ocasião de consumo ou conjunto de produtos complementares. Quando não existe objetivo definido, a escolha costuma ser determinada apenas pelo volume comprado ou pelo interesse pontual de um fornecedor.
A renovação não significa trocar tudo diariamente. A frequência deve acompanhar duração da campanha, estoque disponível, giro e calendário comercial. Uma exposição pode permanecer por uma semana ou por um período maior, desde que continue abastecida, atualizada e relevante para o consumidor.
Também é necessário estabelecer data de início, data de término e responsável pela retirada. Sem esse controle, cartazes vencidos permanecem na loja, preços deixam de corresponder à comunicação e produtos sazonais ocupam espaço depois que a ocasião terminou.
A matéria “Promotor de vendas em supermercado: como executar melhor no ponto de venda” lembra que um ponto extra precisa ter objetivo, preço visível, estoque suficiente, montagem segura e responsável pela reposição. A negociação do espaço não encerra o trabalho: ela inicia uma rotina de execução e acompanhamento.
O vídeo “Repositor de supermercado: produto bem exposto vende muito mais”, do canal oficial da Expo Supermercados, relaciona abastecimento, organização e trabalho em equipe. Uma ponta de gôndola produtiva deve ter calendário, meta e medição. Depois da ação, vendas, margem, ruptura e estoque remanescente mostram se o espaço gerou resultado ou apenas mudou caixas de lugar.





Comentários