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Cabelos premium no supermercado: existe espaço além do shampoo básico?

há 4 horas
2 min de leitura

O supermercado costuma trabalhar produtos para cabelos como uma categoria de higiene, concentrada em shampoo, condicionador e opções de maior giro. Entretanto, parte dos consumidores já procura tratamentos mais completos, com máscaras, óleos, leave-ins, protetores térmicos, ampolas e produtos específicos para couro cabeludo.


Corredor de loja com prateleiras de cosméticos coloridos; painel com mulher e texto Cuidados Pessoais.

O mercado justifica atenção. Conforme a ABIHPEC, o setor brasileiro de beleza e cuidados pessoais faturou cerca de R$ 200 bilhões em 2025. O Brasil ocupa a terceira posição mundial em consumo e os cuidados capilares cresceram 9% no ano. Além disso, aproximadamente 30% das exportações brasileiras do setor correspondem a produtos para cabelos.


A linha premium não deve ser definida somente pelo preço. Ingredientes diferenciados, comprovação dos benefícios, segmentação por tipo de cabelo, qualidade da embalagem e experiência de uso ajudam a construir valor. O cliente precisa compreender por que o produto custa mais e qual necessidade pretende atender.


O supermercado pode começar com um conjunto reduzido de itens: hidratação, reconstrução, nutrição, controle de frizz, proteção térmica e cuidados com cabelos cacheados ou coloridos. A matéria “Como montar a seção de Higiene e Beleza no supermercado e o que não pode faltar” mostra que a organização da categoria precisa facilitar a localização e a comparação.


Exposição misturada, pouco espaço e falta de preço podem fazer produtos de maior valor desaparecerem na gôndola. Agrupar a linha por necessidade, utilizar comunicação simples e combinar shampoo, condicionador e tratamento ajudam o consumidor a entender a proposta. Combos e condições especiais podem incentivar a experimentação sem depender somente de desconto unitário.


O vídeo “Layout para supermercado: exposição, açougue, padaria e hortifrúti”, publicado no canal oficial da Expo Supermercados, reforça a importância de relacionar mix, exposição e circulação. A oportunidade não está em cadastrar dezenas de lançamentos, mas em construir uma seleção confiável e acompanhar giro, margem, recompra e participação na categoria.


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