Quanto a falta de uma Central de Produção está custando para o seu supermercado?
- há 9 horas
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Por Bruno Cruz – Diretor da Viáz Consultoria, especialista em análise de viabilidade econômica, desenvolvimento de projetos e estruturação de centrais de produção para supermercados.
Quando converso com supermercadistas sobre Central de Produção, uma das primeiras preocupações costuma ser o investimento necessário para implantar o projeto.
É uma preocupação legítima.
Mas existe uma pergunta que considero ainda mais importante:
Quanto a sua operação está perdendo por não ter uma Central de Produção?
Essa é uma conta que poucos empresários fazem.
Enquanto o investimento é visível, os custos do modelo descentralizado normalmente ficam escondidos na rotina da operação.
Eles aparecem em pequenas perdas diárias, baixa produtividade, retrabalho, desperdícios, rupturas e excesso de mão de obra. Separadamente, parecem pouco relevantes. Somados ao longo dos meses e dos anos, podem representar centenas de milhares de reais.

O problema nem sempre está na venda
Muitas redes supermercadistas trabalham duro para aumentar faturamento.
Investem em promoções, marketing, expansão de mix, melhorias na loja e treinamento de equipes.
Tudo isso é importante.
Mas existe uma realidade que não pode ser ignorada:
Lucro não depende apenas de vender mais.
Lucro também depende da eficiência com que a operação transforma matéria-prima, mão de obra e estrutura em produtos disponíveis para venda.
Quando essa eficiência não existe, parte da margem desaparece antes mesmo de o produto chegar à gôndola.
Conheça por dentro uma Central de Produção de Supermercado com Bruno Cruz da Viáz Consultoria
O custo invisível da produção loja a loja
Quando cada unidade possui sua própria produção, surgem diversos pontos de perda operacional:
diferenças de produtividade entre lojas;
desperdícios de matéria-prima;
excesso de mão de obra;
retrabalho;
falta de padronização;
rupturas de abastecimento;
dificuldades de supervisão;
baixa utilização dos equipamentos.
Em muitos casos, cada gerente acaba criando sua própria forma de trabalhar.
Cada equipe produz em um ritmo diferente.
Cada loja desenvolve hábitos operacionais próprios.
O resultado é uma rede que perde eficiência sem perceber.
Produtividade é um dos maiores gargalos
Na Viáz Consultoria, uma das primeiras análises realizadas em qualquer projeto é a produtividade per capita da operação.
Em outras palavras:
quantos quilos cada colaborador consegue produzir por mês?
Nas operações descentralizadas, normalmente encontramos números entre 450 e 600 quilos por colaborador ao mês.
Quando desenhamos um modelo centralizado, esse indicador pode ultrapassar 1.500 quilos por colaborador ao mês.
Na prática, isso representa uma relação próxima de três para um.
Ou seja, uma pessoa trabalhando em uma Central de Produção pode produzir o equivalente ao trabalho de três colaboradores distribuídos entre diferentes lojas.
Essa diferença impacta diretamente os custos operacionais da empresa.
O desafio da mão de obra especializada
Outro fator que torna a Central de Produção cada vez mais relevante é a escassez de profissionais especializados.
Todos os supermercadistas conhecem essa realidade.
Encontrar açougueiros, padeiros, confeiteiros, forneiros e outros profissionais dos setores de perecíveis está cada vez mais difícil.
Agora imagine uma rede que pretende abrir mais duas ou três lojas.
Além dos investimentos físicos, será necessário contratar e treinar novas equipes para cada unidade.
Muitas vezes, o crescimento da empresa passa a depender da disponibilidade de mão de obra no mercado.
E isso cria uma limitação importante para a expansão.
Central de Produção protege margem
Ao centralizar a produção, a rede passa a trabalhar com mais escala, mais controle e maior produtividade.
Isso gera benefícios como:
redução da necessidade de mão de obra especializada nas lojas;
melhor aproveitamento das matérias-primas;
diminuição de desperdícios;
maior padronização;
redução de rupturas;
aumento da produtividade;
melhor controle de custos;
maior previsibilidade operacional.
Mais importante do que produzir mais, a Central de Produção permite produzir melhor.
O investimento deve ser analisado junto com o retorno
Por isso, antes de discutir equipamentos, área construída ou layout, é fundamental realizar um estudo de viabilidade econômica.
Esse estudo permite responder perguntas importantes:
Quanto custa implantar a Central de Produção?
Quais categorias devem ser centralizadas?
Qual será o retorno do investimento?
Quanto a empresa economizará em mão de obra?
Qual será o ganho de produtividade?
Qual será o impacto na margem?
Quando esses números ficam claros, a decisão deixa de ser emocional e passa a ser estratégica.
A pergunta que todo supermercadista deveria fazer
Talvez o verdadeiro debate não seja sobre quanto custa construir uma Central de Produção.
Talvez a pergunta correta seja:
Quanto o modelo atual está custando para o seu supermercado todos os meses?
Porque muitas vezes o investimento mais caro não é aquele que você faz.
É aquele que você adia.























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