Quanto custa uma Central de Produção para supermercados? A pergunta certa talvez seja outra
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Quando o assunto é Central de Produção para supermercados, uma das primeiras perguntas normalmente é:
“Quanto custa montar uma central?”
E essa reação é natural.
A ideia de investir em terreno, estrutura industrial, equipamentos, câmaras frias, logística e equipe técnica costuma assustar muitos supermercadistas, principalmente quando ainda não existe clareza sobre retorno financeiro e impacto operacional.
O problema é que, segundo Bruno Cruz, da Viáz Consultoria, muitas empresas começam a olhar para a central de produção pelo lugar errado.
A pergunta inicial não deveria ser apenas:
“Quanto custa?”
Mas sim:
“Quanto a operação perde sem ela?”

O custo invisível do modelo descentralizado
Muitos supermercados convivem diariamente com perdas que não aparecem claramente no balanço operacional:
baixa produtividade;
excesso de mão de obra;
ruptura;
retrabalho;
desperdício;
inconsistência de padrão;
dificuldade de expansão;
baixa previsibilidade operacional.
Conforme a rede cresce, esses problemas aumentam.
Quando cada loja produz por conta própria, a operação passa a depender demais da execução local. Cada unidade trabalha de um jeito, com produtividade diferente, controle diferente e níveis diferentes de desperdício.
Segundo Bruno Cruz, muitas vezes o supermercadista percebe o crescimento do faturamento, mas não percebe que o modelo operacional começa a consumir margem silenciosamente.
Central de Produção não começa na obra
Um dos maiores erros, conforme explica Bruno Cruz, é imaginar que um projeto de central de produção começa comprando terreno, equipamentos ou iniciando uma obra.
Na realidade, o processo começa muito antes:
✔️ análise operacional;
✔️ estudo de produtividade;
✔️ viabilidade econômica;
✔️ definição do mix produtivo;
✔️ avaliação logística;
✔️ capacidade de abastecimento;
✔️ definição do que será industrializado;
✔️ cálculo de retorno do investimento.
É justamente isso que reduz risco para o empresário.
Estudo de viabilidade econômica dá segurança para investir
Segundo Bruno Cruz, muitos supermercadistas têm interesse na centralização, mas ainda não possuem segurança suficiente para tomar a decisão porque enxergam apenas o desembolso financeiro inicial.
Por isso, o estudo de viabilidade econômica se torna uma etapa fundamental.
Antes de investir, o empresário consegue entender:
quanto a central vai custar;
qual será o retorno financeiro;
em quanto tempo o investimento retorna;
quais categorias fazem sentido centralizar;
quais produtos devem continuar com fornecedores;
qual ganho operacional será gerado;
qual impacto haverá sobre perdas e produtividade.
Conforme explica Bruno Cruz, isso transforma a central de produção em uma decisão baseada em números e estratégia — não em percepção ou impulso.
Central de Produção reduz necessidade de mão de obra
Um dos maiores benefícios da centralização está diretamente ligado à produtividade da equipe.
E isso se tornou ainda mais importante no cenário atual, onde supermercados enfrentam grande dificuldade para contratar profissionais especializados, como:
açougueiros;
padeiros;
forneiros;
confeiteiros;
profissionais de perecíveis em geral.
Segundo Bruno Cruz, em praticamente todos os projetos desenvolvidos pela Viáz Consultoria, uma das primeiras análises realizadas é a produtividade per capita da operação.
Ou seja:
quantos quilos cada colaborador consegue produzir por mês.
Nas operações descentralizadas, a média normalmente varia entre:
450 kg;
600 kg por pessoa/mês.
Conforme explica Bruno Cruz, quando o modelo centralizado é corretamente estruturado, a produtividade pode ultrapassar:
1.500 kg por pessoa/mês.
Na prática, isso representa uma relação próxima de:
três para um.
Ou seja, muitas vezes uma pessoa em uma central de produção consegue produzir o equivalente ao trabalho de três colaboradores em operações descentralizadas.
Isso acontece porque a central reduz:
interrupções;
deslocamentos;
improvisações;
mudanças constantes de prioridade;
perdas de fluxo operacional.
Além disso, a produção passa a trabalhar com:
✔️ sequência produtiva;
✔️ padronização;
✔️ planejamento;
✔️ escala;
✔️ equipamentos mais adequados;
✔️ melhor aproveitamento de matéria-prima.
Nem tudo precisa ser industrializado
Outro ponto importante é entender que nem todos os produtos precisam ir para a central de produção.
Segundo Bruno Cruz, uma das etapas mais importantes do projeto é justamente definir o recorte produtivo.
Ou seja:
o que vale a pena produzir internamente;
o que gera ganho de escala;
o que aumenta produtividade;
o que melhora margem;
e o que faz mais sentido continuar comprando pronto.
Essa análise evita investimentos desnecessários e ajuda a construir um modelo operacional mais eficiente.
Central de Produção é projeto de eficiência
Conforme a operação supermercadista cresce, a central de produção deixa de ser apenas uma estrutura industrial.
Ela passa a ser uma ferramenta de:
✔️ eficiência operacional;
✔️ redução de perdas;
✔️ ganho de produtividade;
✔️ controle de abastecimento;
✔️ padronização;
✔️ proteção de margem;
✔️ expansão sustentável.
Segundo Bruno Cruz, o objetivo da central não é apenas produzir mais.
É produzir melhor, com mais controle, previsibilidade e resultado.
Porque no varejo supermercadista, crescer sem organização operacional pode aumentar faturamento.
Mas dificilmente sustenta margem no longo prazo.


















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