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Quanto custa uma Central de Produção para supermercados? A pergunta certa talvez seja outra

  • há 4 horas
  • 3 min de leitura

Quando o assunto é Central de Produção para supermercados, uma das primeiras perguntas normalmente é:

“Quanto custa montar uma central?”

E essa reação é natural.

A ideia de investir em terreno, estrutura industrial, equipamentos, câmaras frias, logística e equipe técnica costuma assustar muitos supermercadistas, principalmente quando ainda não existe clareza sobre retorno financeiro e impacto operacional.

O problema é que, segundo Bruno Cruz, da Viáz Consultoria, muitas empresas começam a olhar para a central de produção pelo lugar errado.

A pergunta inicial não deveria ser apenas:

“Quanto custa?”

Mas sim:

“Quanto a operação perde sem ela?”


Operários com EPI cortam carne em sala industrial limpa, com mesas de aço, sacos plásticos e máquinas ao fundo.
Segundo Bruno Cruz, da Viáz Consultoria, muitas redes convivem diariamente com desperdícios que não conseguem medir corretamente justamente porque a produção está espalhada entre várias unidades.

O custo invisível do modelo descentralizado

Muitos supermercados convivem diariamente com perdas que não aparecem claramente no balanço operacional:

  • baixa produtividade;

  • excesso de mão de obra;

  • ruptura;

  • retrabalho;

  • desperdício;

  • inconsistência de padrão;

  • dificuldade de expansão;

  • baixa previsibilidade operacional.

Conforme a rede cresce, esses problemas aumentam.

Quando cada loja produz por conta própria, a operação passa a depender demais da execução local. Cada unidade trabalha de um jeito, com produtividade diferente, controle diferente e níveis diferentes de desperdício.

Segundo Bruno Cruz, muitas vezes o supermercadista percebe o crescimento do faturamento, mas não percebe que o modelo operacional começa a consumir margem silenciosamente.


Central de Produção não começa na obra

Um dos maiores erros, conforme explica Bruno Cruz, é imaginar que um projeto de central de produção começa comprando terreno, equipamentos ou iniciando uma obra.

Na realidade, o processo começa muito antes:

✔️ análise operacional;

✔️ estudo de produtividade;

✔️ viabilidade econômica;

✔️ definição do mix produtivo;

✔️ avaliação logística;

✔️ capacidade de abastecimento;

✔️ definição do que será industrializado;

✔️ cálculo de retorno do investimento.

É justamente isso que reduz risco para o empresário.


Estudo de viabilidade econômica dá segurança para investir

Segundo Bruno Cruz, muitos supermercadistas têm interesse na centralização, mas ainda não possuem segurança suficiente para tomar a decisão porque enxergam apenas o desembolso financeiro inicial.

Por isso, o estudo de viabilidade econômica se torna uma etapa fundamental.

Antes de investir, o empresário consegue entender:

  • quanto a central vai custar;

  • qual será o retorno financeiro;

  • em quanto tempo o investimento retorna;

  • quais categorias fazem sentido centralizar;

  • quais produtos devem continuar com fornecedores;

  • qual ganho operacional será gerado;

  • qual impacto haverá sobre perdas e produtividade.

Conforme explica Bruno Cruz, isso transforma a central de produção em uma decisão baseada em números e estratégia — não em percepção ou impulso.


Central de Produção: como 1 pessoa produz o trabalho de 3 no supermercado

Central de Produção reduz necessidade de mão de obra

Um dos maiores benefícios da centralização está diretamente ligado à produtividade da equipe.

E isso se tornou ainda mais importante no cenário atual, onde supermercados enfrentam grande dificuldade para contratar profissionais especializados, como:

  • açougueiros;

  • padeiros;

  • forneiros;

  • confeiteiros;

  • profissionais de perecíveis em geral.

Segundo Bruno Cruz, em praticamente todos os projetos desenvolvidos pela Viáz Consultoria, uma das primeiras análises realizadas é a produtividade per capita da operação.

Ou seja:

quantos quilos cada colaborador consegue produzir por mês.

Nas operações descentralizadas, a média normalmente varia entre:

  • 450 kg;

  • 600 kg por pessoa/mês.

Conforme explica Bruno Cruz, quando o modelo centralizado é corretamente estruturado, a produtividade pode ultrapassar:

1.500 kg por pessoa/mês.

Na prática, isso representa uma relação próxima de:


três para um.

Ou seja, muitas vezes uma pessoa em uma central de produção consegue produzir o equivalente ao trabalho de três colaboradores em operações descentralizadas.

Isso acontece porque a central reduz:

  • interrupções;

  • deslocamentos;

  • improvisações;

  • mudanças constantes de prioridade;

  • perdas de fluxo operacional.

Além disso, a produção passa a trabalhar com:

✔️ sequência produtiva;

✔️ padronização;

✔️ planejamento;

✔️ escala;

✔️ equipamentos mais adequados;

✔️ melhor aproveitamento de matéria-prima.


Nem tudo precisa ser industrializado

Outro ponto importante é entender que nem todos os produtos precisam ir para a central de produção.

Segundo Bruno Cruz, uma das etapas mais importantes do projeto é justamente definir o recorte produtivo.

Ou seja:

  • o que vale a pena produzir internamente;

  • o que gera ganho de escala;

  • o que aumenta produtividade;

  • o que melhora margem;

  • e o que faz mais sentido continuar comprando pronto.

Essa análise evita investimentos desnecessários e ajuda a construir um modelo operacional mais eficiente.


Central de Produção é projeto de eficiência

Conforme a operação supermercadista cresce, a central de produção deixa de ser apenas uma estrutura industrial.

Ela passa a ser uma ferramenta de:

✔️ eficiência operacional;

✔️ redução de perdas;

✔️ ganho de produtividade;

✔️ controle de abastecimento;

✔️ padronização;

✔️ proteção de margem;

✔️ expansão sustentável.

Segundo Bruno Cruz, o objetivo da central não é apenas produzir mais.

É produzir melhor, com mais controle, previsibilidade e resultado.

Porque no varejo supermercadista, crescer sem organização operacional pode aumentar faturamento.

Mas dificilmente sustenta margem no longo prazo.


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