top of page
patrocinadores 13 01 2026.jpg

Obrigado por ler este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e fale conosco em nosso canal do WhatsApp acessando aqui

Quer abrir mais lojas? Talvez a Central de Produção seja mais importante do que você imagina

  • 28 de mai.
  • 3 min de leitura

Por Bruno Cruz, da Viáz Consultoria - especialistas em análise de viabilidade econômica, desenvolvimento de projetos e estruturação de centrais de produção para supermercados, com foco em eficiência operacional e redução de custos.


Expandir uma rede de supermercados é o objetivo de muitos empresários. Afinal, abrir uma segunda, terceira ou quarta loja representa crescimento, ganho de mercado e aumento de faturamento.

Mas existe uma pergunta que poucos fazem antes de iniciar esse processo:

Sua operação está preparada para crescer?

Porque uma coisa é abrir novas lojas.

Outra bem diferente é conseguir operá-las com eficiência, padrão e rentabilidade.

Hoje, praticamente todo supermercadista enfrenta o mesmo desafio: a dificuldade de encontrar mão de obra qualificada.

A escassez de profissionais especializados afeta diretamente as áreas de perecíveis, justamente os setores que mais geram vendas, margem e diferenciação no supermercado.

Encontrar açougueiros, padeiros, confeiteiros, forneiros e profissionais qualificados para trabalhar nos perecíveis se tornou uma das maiores preocupações do varejo alimentar.

E agora imagine o seguinte cenário:

Você decide abrir mais duas ou três lojas.

Automaticamente precisará contratar mais equipes, formar novos profissionais, manter os mesmos padrões de qualidade e garantir que todas as unidades operem com eficiência.

Segundo Bruno Cruz, da Viáz Consultoria, muitas redes chegam exatamente neste ponto de reflexão.

A pergunta deixa de ser apenas "como abrir novas lojas?" e passa a ser:

Como expandir sem multiplicar os mesmos problemas operacionais?

Conheça por dentro uma Central de Produção de Supermercado com Bruno Cruz da Viáz Consultoria

Crescer apenas contratando mais pessoas nem sempre é a melhor estratégia

Durante muitos anos, a expansão aconteceu de forma simples:

Abriu uma nova loja?

Contrata mais gente.

Abriu outra unidade?

Contrata novamente.

O problema é que o mercado mudou.

Hoje, além da dificuldade de encontrar profissionais qualificados, os custos de contratação, treinamento, supervisão e retenção são cada vez maiores.

Conforme explica Bruno Cruz, muitas empresas tentam resolver o crescimento apenas com mais esforço operacional.

Mas chega um momento em que a expansão passa a exigir mais do que transpiração.

Ela exige estratégia.

Duas alternativas para quem quer expandir

Segundo Bruno Cruz, existem basicamente dois caminhos para uma rede que deseja crescer.

O primeiro é continuar multiplicando estruturas produtivas em cada nova loja.

Nesse modelo, cada unidade precisa de:

  • açougue próprio;

  • produção própria;

  • equipe própria;

  • supervisão própria;

  • controle próprio.

O resultado é uma operação cada vez mais complexa e dependente de mão de obra.

O segundo caminho é dar um passo lateral antes de crescer.

Ou seja:

Investir em uma Central de Produção.

Assim como o supermercado entende a importância de um Centro de Distribuição para organizar a logística, a Central de Produção surge para organizar a produção.

Central de Produção permite crescer com mais eficiência

A lógica é simples:

A central produz. A loja vende.

Enquanto as lojas ficam focadas em abastecimento, exposição, atendimento e vendas, a Central de Produção concentra:

  • cortes;

  • porcionamento;

  • processamento;

  • panificação;

  • confeitaria;

  • produção de alimentos;

  • padronização;

  • controle de qualidade.

Conforme destaca Bruno Cruz, esse modelo reduz significativamente a necessidade de profissionais especializados em cada unidade.

Isso se torna um diferencial enorme em um cenário de escassez de mão de obra.

Produtividade que ajuda a resolver o problema

Outro benefício importante está na produtividade.

Segundo Bruno Cruz, operações descentralizadas normalmente produzem entre 450 e 600 kg por colaborador ao mês.

Já em um modelo centralizado, essa produtividade pode ultrapassar 1.500 kg por colaborador ao mês.

Na prática, a relação é próxima de:

Três para um.

Ou seja, uma pessoa em uma Central de Produção consegue produzir o equivalente ao trabalho de três colaboradores espalhados entre diferentes lojas.

Isso gera ganhos em:

✔️ produtividade;

✔️ padronização;

✔️ controle de perdas;

✔️ abastecimento;

✔️ rentabilidade;

✔️ expansão da rede.

Crescimento sustentável exige modelo operacional

Abrir novas lojas continuará sendo um dos principais objetivos dos supermercadistas.

Mas a grande questão não é apenas quantas lojas abrir.

A questão é como sustentar esse crescimento.

Conforme reforça Bruno Cruz, redes que desejam crescer com mais eficiência precisam avaliar se o modelo atual conseguirá suportar a expansão ou se chegou o momento de investir em uma estrutura produtiva centralizada.

Porque, em um mercado cada vez mais competitivo e com escassez de mão de obra especializada, crescer não depende apenas de abrir novas unidades.

Depende de construir uma operação capaz de sustentar esse crescimento com produtividade, padrão e resultado.


Comentários


bottom of page