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Urano Balança apresenta soluções para a migração ao Código 2D no GS1 Hands-On Retail Experience

há 7 minutos
8 min de leitura

Durante o encontro promovido pela GS1 Brasil, Zenon Leite Neto apresentou o papel das balanças e da integração de sistemas na construção de um varejo mais conectado, rastreável e preparado para o futuro.


A Urano Balanças participou do GS1 Hands-On Retail Experience, evento promovido pela GS1 Brasil para aproximar profissionais de tecnologia e automação comercial das mudanças que estão transformando a identificação de produtos no varejo.


Zenon Leite Neto, Palestrante com microfone apresenta slide Exemplo de Digital Link para público sentado em sala de reunião.
Presidente da Urano, Zenon Leite Neto apresentou o papel das balanças na migração do varejo para o Código 2D durante evento da GS1 Brasil.

Durante o encontro, realizado em 15 de setembro de 2026, em São Paulo, o presidente da Urano, Zenon Leite Neto, apresentou as soluções desenvolvidas pela empresa e explicou como as balanças podem contribuir para a migração do varejo ao Código 2D.


Essa transformação vai além da substituição de um símbolo impresso na embalagem ou na etiqueta. Quando implementado com o padrão GS1 e integrado aos sistemas do supermercado, o Código 2D pode reunir identificação do produto, lote, data de validade, rastreabilidade e acesso a informações digitais em uma única estrutura de dados.


Para produtos pesados e embalados na própria loja, como carnes, frios, queijos, pães, refeições e itens de confeitaria, a balança etiquetadora ocupa uma posição estratégica: ela está no ponto em que o produto é pesado, identificado e preparado para seguir até o estoque, a área de venda e o checkout.


O que foi o GS1 Hands-On Retail Experience?

O GS1 Hands-On Retail Experience foi uma jornada prática voltada a desenvolvedores, gestores de projetos, product owners e profissionais responsáveis por soluções de ponto de venda e automação comercial.

De acordo com a divulgação oficial da GS1 Brasil, o encontro permitiu que os participantes conhecessem aplicações dos padrões GS1, testassem equipamentos e discutissem como identificação, captura de dados e checkout podem funcionar de maneira integrada.

A participação da Urano levou ao evento uma perspectiva especialmente importante para supermercados: a geração da etiqueta de produtos comercializados por peso e preparados dentro da própria operação.

Qual foi a participação da Urano no evento da GS1 Brasil?

Zenon Leite Neto apresentou as tecnologias da Urano e o papel das balanças na nova jornada de transformação do varejo. A demonstração reforçou que a modernização não depende apenas do leitor instalado no caixa.

Para que o Código 2D gere resultados práticos, toda a cadeia precisa estar preparada. Isso inclui a identificação correta do produto, o cadastro das informações, a impressão da etiqueta, a leitura no checkout e a comunicação entre balanças, sistemas de gestão, retaguarda e PDV.

Nesse ecossistema, as balanças etiquetadoras deixam de ser apenas equipamentos de pesagem. Elas passam a atuar como pontos de captura e geração de dados para produtos manipulados ou embalados pelo próprio supermercado.

Como as balanças ajudam na migração do varejo para o Código 2D?

As balanças ajudam ao pesar o produto, associar a pesagem ao cadastro correto e imprimir uma etiqueta com os dados necessários para identificação e comercialização. Em uma estrutura integrada, o Código 2D pode transportar ou conectar informações como GTIN, lote, validade e identificação da operação, apoiando o checkout, a rastreabilidade e o controle de produtos perecíveis.

Na prática, a balança participa de uma sequência que envolve:

  1. seleção do produto cadastrado;

  2. pesagem e cálculo do preço;

  3. aplicação da tara da embalagem, quando necessária;

  4. associação de informações como fabricação, validade e lote;

  5. impressão da etiqueta com o código definido para a operação;

  6. leitura e validação das informações pelos sistemas integrados.

A eficiência desse processo depende da configuração do equipamento, do layout da etiqueta e da compatibilidade entre a balança, o software de gestão, o ERP, o checkout e os leitores utilizados pela loja.


O que é o Código 2D padrão GS1?

Os códigos bidimensionais armazenam mais dados do que os códigos lineares tradicionais. Entre os formatos adotados pela GS1 estão o GS1 DataMatrix e o QR Code com GS1 Digital Link, cada um indicado para aplicações e ambientes específicos.

O GS1 Digital Link transforma identificadores padronizados, como o GTIN, em uma estrutura de URL. Assim, o mesmo código pode ser processado no checkout e também direcionar consumidores ou profissionais para conteúdos digitais atualizados.

Dependendo da implementação, o Código 2D pode relacionar:

  • identificação global do produto;

  • lote de produção;

  • data de validade;

  • número serial ou identificador da operação;

  • informações de rastreabilidade;

  • orientações de conservação e preparo;

  • dados nutricionais e sobre alergênicos;

  • canais digitais da marca ou do varejista.

É importante diferenciar um QR Code comum de um código construído com o padrão GS1. Um QR Code que apenas abre uma página não se torna automaticamente um Código 2D GS1. A padronização dos identificadores e a estrutura dos dados são fundamentais para que diferentes sistemas consigam interpretar as informações.


Código de barras linear e Código 2D: o que muda?

Característica

Código linear tradicional

Código 2D padrão GS1

Quantidade de dados

Normalmente identifica o produto

Pode incluir identificação, lote, validade e outros atributos

Leitura no checkout

Amplamente utilizada no varejo

Exige leitores e sistemas compatíveis

Rastreabilidade

Depende de consultas e dados complementares

Pode ampliar a granularidade da identificação

Interação digital

Limitada

Pode conectar o produto a conteúdos digitais

Controle de validade

Geralmente não está incorporado ao código de venda

Pode disponibilizar a validade para sistemas preparados

Implantação

Ecossistema consolidado

Requer planejamento, testes e integração

O principal avanço não é apenas a capacidade de armazenar mais caracteres. O valor está em transformar dados padronizados em ações operacionais, como conferir a validade, localizar um lote, melhorar o controle de estoque ou disponibilizar informações adicionais ao consumidor.


O código de barras tradicional terminará em 2027?

Não. A iniciativa conhecida como Sunrise 2027 estabelece como objetivo que, até o fim de 2027, os sistemas de ponto de venda estejam preparados para ler e processar códigos 2D padronizados pela GS1, além dos códigos lineares já utilizados.

A própria GS1 esclarece que a transição será gradual e que os códigos lineares não desaparecerão obrigatoriamente em 2027. Durante esse período, embalagens e etiquetas poderão apresentar os dois formatos, conforme a estratégia da empresa e a preparação de cada mercado.

Portanto, 2027 deve ser entendido como um marco de prontidão tecnológica, e não como uma data universal para eliminar o código EAN/UPC. Mais informações estão disponíveis nas orientações globais da GS1 sobre a transição para códigos 2D.


Quais benefícios o Código 2D pode levar aos supermercados?

Controle de validade

Quando a data de validade está disponível no código e os sistemas são compatíveis, o supermercado pode criar alertas, melhorar a gestão dos perecíveis e adotar regras de controle no checkout.

Rastreabilidade por lote ou operação

A identificação mais detalhada ajuda a localizar produtos envolvidos em recolhimentos, desvios de qualidade ou investigações internas, reduzindo o impacto de uma ação sobre itens não relacionados ao problema.

Gestão de estoque e produção

Dados mais completos podem apoiar o acompanhamento da produção interna, da entrada na área de venda e do giro dos produtos embalados pela loja.

Redução de perdas

O uso inteligente das informações de validade e lote pode orientar promoções, remarcações, retirada preventiva e melhor planejamento da produção.

Mais transparência para o consumidor

O QR Code com GS1 Digital Link pode direcionar o cliente a informações adicionais, desde que o conteúdo esteja corretamente estruturado e seja mantido atualizado.

Preparação do checkout

Leitores e sistemas aptos a interpretar o Código 2D podem utilizar os dados disponíveis para validar a operação, identificar o produto e aplicar regras definidas pelo varejista.


Quais soluções da Urano trabalham com códigos 2D?

A Urano desenvolve balanças etiquetadoras e sistemas voltados à identificação, à rotulagem e à integração das operações supermercadistas.

Entre as soluções da marca, a balança etiquetadora B40 trabalha com formatos como QR Code e DataMatrix, conforme a configuração adotada. O equipamento também pode integrar dados de pesagem e rotulagem a uma estrutura de gestão compatível.

Entretanto, a balança não realiza sozinha todo o controle de validade ou de rastreabilidade. Para que essas funções operem de ponta a ponta, é necessário integrar equipamento, software da Urano, ERP, banco de dados, leitores e PDV compatíveis ou homologados.

A Expo Supermercados já apresentou aplicações da tecnologia em conteúdos como:


Assista: etiquetas com QR Code 2D nas balanças Urano

Veja uma demonstração das possibilidades do Código 2D aplicado às etiquetas de produtos pesados e embalados no supermercado:

Como o supermercado pode se preparar para o Sunrise 2027?

A migração deve ser conduzida como um projeto de integração, e não apenas como uma troca de código impresso. Um caminho prático inclui:

  1. Mapear os produtos e processos: identificar quais itens são recebidos prontos e quais são pesados, fracionados ou embalados na loja.

  2. Avaliar os leitores: verificar se scanners fixos, portáteis e de checkout conseguem ler os formatos 2D previstos.

  3. Revisar ERP e PDV: confirmar se os sistemas interpretam os dados e quais regras podem executar com lote, validade e identificação serial.

  4. Validar balanças e softwares: conferir a compatibilidade dos equipamentos etiquetadores com o padrão escolhido e com a retaguarda.

  5. Planejar as etiquetas: analisar dimensões, qualidade de impressão, contraste, posicionamento e eventual convivência entre os códigos linear e 2D.

  6. Realizar um projeto-piloto: começar por um setor controlado, como fiambreria, padaria, açougue ou rotisseria.

  7. Testar todo o percurso: gerar, imprimir, ler e validar a etiqueta desde a produção até o checkout.

  8. Treinar a equipe: orientar profissionais de produção, cadastro, prevenção de perdas, tecnologia e operação de caixa.

  9. Medir os resultados: acompanhar perdas, falhas de leitura, tempo de atendimento, produtos vencidos e eficiência da rastreabilidade.

Antes de investir, o supermercado deve envolver os fornecedores de balanças, ERP, PDV, leitores e etiquetas. A validação conjunta reduz incompatibilidades e evita que uma etapa isolada comprometa todo o projeto.


Tecnologia para um varejo conectado e preparado para o futuro

A presença da Urano no GS1 Hands-On Retail Experience mostra como a balança participa de uma transformação mais ampla do varejo. Ao conectar pesagem, identificação, impressão e dados, o equipamento pode ajudar o supermercado a construir processos mais eficientes e rastreáveis.

O Código 2D amplia as possibilidades, mas o resultado depende de padronização, qualidade das informações, integração e planejamento. Para os supermercadistas, o momento é de compreender a tecnologia, avaliar a infraestrutura existente e iniciar testes com parceiros preparados para essa nova etapa.

Ao apresentar suas soluções no evento da GS1 Brasil, a Urano reforça seu compromisso de desenvolver tecnologias que tornem as operações mais conectadas, eficientes e prontas para as mudanças que já estão chegando ao varejo.


Perguntas frequentes

O que é o GS1 Hands-On Retail Experience?

É um evento prático da GS1 Brasil voltado a profissionais de tecnologia, ponto de venda e automação comercial. A programação apresenta aplicações dos padrões GS1 na identificação de produtos, captura de dados e checkout.

Qual foi a participação da Urano no evento?

A Urano apresentou suas soluções para o varejo e o papel das balanças na migração para o Código 2D. A apresentação foi conduzida pelo presidente da empresa, Zenon Leite Neto.

O que é um Código 2D padrão GS1?

É um código bidimensional estruturado segundo os padrões GS1. Ele pode identificar o produto e incluir ou conectar dados como lote, validade, número serial e informações digitais, dependendo do formato e da implementação.

Todo QR Code é um Código 2D GS1?

Não. Um QR Code comum pode apenas direcionar a uma página. Para funcionar dentro do ecossistema GS1, deve utilizar identificadores e uma estrutura de dados padronizada, como o GS1 Digital Link.

O código de barras linear deixará de existir em 2027?

Não. A meta do Sunrise 2027 é preparar os pontos de venda para processar códigos 2D GS1 junto aos códigos lineares. A transição será gradual e os formatos poderão coexistir.

Como a balança contribui para o Código 2D?

A balança pode pesar o produto, aplicar a tara, relacionar o item ao cadastro e imprimir uma etiqueta com os dados definidos para a operação. O uso completo das informações exige integração com softwares e sistemas compatíveis.

O Código 2D ajuda a controlar produtos vencidos?

Pode ajudar, desde que a validade seja incorporada corretamente e o ERP, o leitor e o checkout consigam interpretar essa informação e executar as regras definidas pelo supermercado.


Fontes consultadas

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