Urano Balança apresenta soluções para a migração ao Código 2D no GS1 Hands-On Retail Experience
Durante o encontro promovido pela GS1 Brasil, Zenon Leite Neto apresentou o papel das balanças e da integração de sistemas na construção de um varejo mais conectado, rastreável e preparado para o futuro.
A Urano Balanças participou do GS1 Hands-On Retail Experience, evento promovido pela GS1 Brasil para aproximar profissionais de tecnologia e automação comercial das mudanças que estão transformando a identificação de produtos no varejo.

Durante o encontro, realizado em 15 de setembro de 2026, em São Paulo, o presidente da Urano, Zenon Leite Neto, apresentou as soluções desenvolvidas pela empresa e explicou como as balanças podem contribuir para a migração do varejo ao Código 2D.
Essa transformação vai além da substituição de um símbolo impresso na embalagem ou na etiqueta. Quando implementado com o padrão GS1 e integrado aos sistemas do supermercado, o Código 2D pode reunir identificação do produto, lote, data de validade, rastreabilidade e acesso a informações digitais em uma única estrutura de dados.
Para produtos pesados e embalados na própria loja, como carnes, frios, queijos, pães, refeições e itens de confeitaria, a balança etiquetadora ocupa uma posição estratégica: ela está no ponto em que o produto é pesado, identificado e preparado para seguir até o estoque, a área de venda e o checkout.
O que foi o GS1 Hands-On Retail Experience?
O GS1 Hands-On Retail Experience foi uma jornada prática voltada a desenvolvedores, gestores de projetos, product owners e profissionais responsáveis por soluções de ponto de venda e automação comercial.
De acordo com a divulgação oficial da GS1 Brasil, o encontro permitiu que os participantes conhecessem aplicações dos padrões GS1, testassem equipamentos e discutissem como identificação, captura de dados e checkout podem funcionar de maneira integrada.
A participação da Urano levou ao evento uma perspectiva especialmente importante para supermercados: a geração da etiqueta de produtos comercializados por peso e preparados dentro da própria operação.
Qual foi a participação da Urano no evento da GS1 Brasil?
Zenon Leite Neto apresentou as tecnologias da Urano e o papel das balanças na nova jornada de transformação do varejo. A demonstração reforçou que a modernização não depende apenas do leitor instalado no caixa.
Para que o Código 2D gere resultados práticos, toda a cadeia precisa estar preparada. Isso inclui a identificação correta do produto, o cadastro das informações, a impressão da etiqueta, a leitura no checkout e a comunicação entre balanças, sistemas de gestão, retaguarda e PDV.
Nesse ecossistema, as balanças etiquetadoras deixam de ser apenas equipamentos de pesagem. Elas passam a atuar como pontos de captura e geração de dados para produtos manipulados ou embalados pelo próprio supermercado.
Como as balanças ajudam na migração do varejo para o Código 2D?
As balanças ajudam ao pesar o produto, associar a pesagem ao cadastro correto e imprimir uma etiqueta com os dados necessários para identificação e comercialização. Em uma estrutura integrada, o Código 2D pode transportar ou conectar informações como GTIN, lote, validade e identificação da operação, apoiando o checkout, a rastreabilidade e o controle de produtos perecíveis.
Na prática, a balança participa de uma sequência que envolve:
seleção do produto cadastrado;
pesagem e cálculo do preço;
aplicação da tara da embalagem, quando necessária;
associação de informações como fabricação, validade e lote;
impressão da etiqueta com o código definido para a operação;
leitura e validação das informações pelos sistemas integrados.
A eficiência desse processo depende da configuração do equipamento, do layout da etiqueta e da compatibilidade entre a balança, o software de gestão, o ERP, o checkout e os leitores utilizados pela loja.
O que é o Código 2D padrão GS1?
Os códigos bidimensionais armazenam mais dados do que os códigos lineares tradicionais. Entre os formatos adotados pela GS1 estão o GS1 DataMatrix e o QR Code com GS1 Digital Link, cada um indicado para aplicações e ambientes específicos.
O GS1 Digital Link transforma identificadores padronizados, como o GTIN, em uma estrutura de URL. Assim, o mesmo código pode ser processado no checkout e também direcionar consumidores ou profissionais para conteúdos digitais atualizados.
Dependendo da implementação, o Código 2D pode relacionar:
identificação global do produto;
lote de produção;
data de validade;
número serial ou identificador da operação;
informações de rastreabilidade;
orientações de conservação e preparo;
dados nutricionais e sobre alergênicos;
canais digitais da marca ou do varejista.
É importante diferenciar um QR Code comum de um código construído com o padrão GS1. Um QR Code que apenas abre uma página não se torna automaticamente um Código 2D GS1. A padronização dos identificadores e a estrutura dos dados são fundamentais para que diferentes sistemas consigam interpretar as informações.
Código de barras linear e Código 2D: o que muda?
Característica | Código linear tradicional | Código 2D padrão GS1 |
Quantidade de dados | Normalmente identifica o produto | Pode incluir identificação, lote, validade e outros atributos |
Leitura no checkout | Amplamente utilizada no varejo | Exige leitores e sistemas compatíveis |
Rastreabilidade | Depende de consultas e dados complementares | Pode ampliar a granularidade da identificação |
Interação digital | Limitada | Pode conectar o produto a conteúdos digitais |
Controle de validade | Geralmente não está incorporado ao código de venda | Pode disponibilizar a validade para sistemas preparados |
Implantação | Ecossistema consolidado | Requer planejamento, testes e integração |
O principal avanço não é apenas a capacidade de armazenar mais caracteres. O valor está em transformar dados padronizados em ações operacionais, como conferir a validade, localizar um lote, melhorar o controle de estoque ou disponibilizar informações adicionais ao consumidor.
O código de barras tradicional terminará em 2027?
Não. A iniciativa conhecida como Sunrise 2027 estabelece como objetivo que, até o fim de 2027, os sistemas de ponto de venda estejam preparados para ler e processar códigos 2D padronizados pela GS1, além dos códigos lineares já utilizados.
A própria GS1 esclarece que a transição será gradual e que os códigos lineares não desaparecerão obrigatoriamente em 2027. Durante esse período, embalagens e etiquetas poderão apresentar os dois formatos, conforme a estratégia da empresa e a preparação de cada mercado.
Portanto, 2027 deve ser entendido como um marco de prontidão tecnológica, e não como uma data universal para eliminar o código EAN/UPC. Mais informações estão disponíveis nas orientações globais da GS1 sobre a transição para códigos 2D.
Quais benefícios o Código 2D pode levar aos supermercados?
Controle de validade
Quando a data de validade está disponível no código e os sistemas são compatíveis, o supermercado pode criar alertas, melhorar a gestão dos perecíveis e adotar regras de controle no checkout.
Rastreabilidade por lote ou operação
A identificação mais detalhada ajuda a localizar produtos envolvidos em recolhimentos, desvios de qualidade ou investigações internas, reduzindo o impacto de uma ação sobre itens não relacionados ao problema.
Gestão de estoque e produção
Dados mais completos podem apoiar o acompanhamento da produção interna, da entrada na área de venda e do giro dos produtos embalados pela loja.
Redução de perdas
O uso inteligente das informações de validade e lote pode orientar promoções, remarcações, retirada preventiva e melhor planejamento da produção.
Mais transparência para o consumidor
O QR Code com GS1 Digital Link pode direcionar o cliente a informações adicionais, desde que o conteúdo esteja corretamente estruturado e seja mantido atualizado.
Preparação do checkout
Leitores e sistemas aptos a interpretar o Código 2D podem utilizar os dados disponíveis para validar a operação, identificar o produto e aplicar regras definidas pelo varejista.
Quais soluções da Urano trabalham com códigos 2D?
A Urano desenvolve balanças etiquetadoras e sistemas voltados à identificação, à rotulagem e à integração das operações supermercadistas.
Entre as soluções da marca, a balança etiquetadora B40 trabalha com formatos como QR Code e DataMatrix, conforme a configuração adotada. O equipamento também pode integrar dados de pesagem e rotulagem a uma estrutura de gestão compatível.
Entretanto, a balança não realiza sozinha todo o controle de validade ou de rastreabilidade. Para que essas funções operem de ponta a ponta, é necessário integrar equipamento, software da Urano, ERP, banco de dados, leitores e PDV compatíveis ou homologados.
A Expo Supermercados já apresentou aplicações da tecnologia em conteúdos como:
Assista: etiquetas com QR Code 2D nas balanças Urano
Veja uma demonstração das possibilidades do Código 2D aplicado às etiquetas de produtos pesados e embalados no supermercado:
Como o supermercado pode se preparar para o Sunrise 2027?
A migração deve ser conduzida como um projeto de integração, e não apenas como uma troca de código impresso. Um caminho prático inclui:
Mapear os produtos e processos: identificar quais itens são recebidos prontos e quais são pesados, fracionados ou embalados na loja.
Avaliar os leitores: verificar se scanners fixos, portáteis e de checkout conseguem ler os formatos 2D previstos.
Revisar ERP e PDV: confirmar se os sistemas interpretam os dados e quais regras podem executar com lote, validade e identificação serial.
Validar balanças e softwares: conferir a compatibilidade dos equipamentos etiquetadores com o padrão escolhido e com a retaguarda.
Planejar as etiquetas: analisar dimensões, qualidade de impressão, contraste, posicionamento e eventual convivência entre os códigos linear e 2D.
Realizar um projeto-piloto: começar por um setor controlado, como fiambreria, padaria, açougue ou rotisseria.
Testar todo o percurso: gerar, imprimir, ler e validar a etiqueta desde a produção até o checkout.
Treinar a equipe: orientar profissionais de produção, cadastro, prevenção de perdas, tecnologia e operação de caixa.
Medir os resultados: acompanhar perdas, falhas de leitura, tempo de atendimento, produtos vencidos e eficiência da rastreabilidade.
Antes de investir, o supermercado deve envolver os fornecedores de balanças, ERP, PDV, leitores e etiquetas. A validação conjunta reduz incompatibilidades e evita que uma etapa isolada comprometa todo o projeto.
Tecnologia para um varejo conectado e preparado para o futuro
A presença da Urano no GS1 Hands-On Retail Experience mostra como a balança participa de uma transformação mais ampla do varejo. Ao conectar pesagem, identificação, impressão e dados, o equipamento pode ajudar o supermercado a construir processos mais eficientes e rastreáveis.
O Código 2D amplia as possibilidades, mas o resultado depende de padronização, qualidade das informações, integração e planejamento. Para os supermercadistas, o momento é de compreender a tecnologia, avaliar a infraestrutura existente e iniciar testes com parceiros preparados para essa nova etapa.
Ao apresentar suas soluções no evento da GS1 Brasil, a Urano reforça seu compromisso de desenvolver tecnologias que tornem as operações mais conectadas, eficientes e prontas para as mudanças que já estão chegando ao varejo.
Perguntas frequentes
O que é o GS1 Hands-On Retail Experience?
É um evento prático da GS1 Brasil voltado a profissionais de tecnologia, ponto de venda e automação comercial. A programação apresenta aplicações dos padrões GS1 na identificação de produtos, captura de dados e checkout.
Qual foi a participação da Urano no evento?
A Urano apresentou suas soluções para o varejo e o papel das balanças na migração para o Código 2D. A apresentação foi conduzida pelo presidente da empresa, Zenon Leite Neto.
O que é um Código 2D padrão GS1?
É um código bidimensional estruturado segundo os padrões GS1. Ele pode identificar o produto e incluir ou conectar dados como lote, validade, número serial e informações digitais, dependendo do formato e da implementação.
Todo QR Code é um Código 2D GS1?
Não. Um QR Code comum pode apenas direcionar a uma página. Para funcionar dentro do ecossistema GS1, deve utilizar identificadores e uma estrutura de dados padronizada, como o GS1 Digital Link.
O código de barras linear deixará de existir em 2027?
Não. A meta do Sunrise 2027 é preparar os pontos de venda para processar códigos 2D GS1 junto aos códigos lineares. A transição será gradual e os formatos poderão coexistir.
Como a balança contribui para o Código 2D?
A balança pode pesar o produto, aplicar a tara, relacionar o item ao cadastro e imprimir uma etiqueta com os dados definidos para a operação. O uso completo das informações exige integração com softwares e sistemas compatíveis.
O Código 2D ajuda a controlar produtos vencidos?
Pode ajudar, desde que a validade seja incorporada corretamente e o ERP, o leitor e o checkout consigam interpretar essa informação e executar as regras definidas pelo supermercado.





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