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Hirota mostra a força da conveniência, saúde e produção própria nos supermercados

  • 1 de jul.
  • 5 min de leitura

Por Fabiano Polese, da Expo Supermercados


O varejo supermercadista brasileiro está passando por uma transformação importante. Cada vez mais, o supermercado deixa de ser apenas um local de compra de produtos e passa a ser uma solução prática para a rotina alimentar dos consumidores.

Um exemplo desse movimento é o Hirota Food Supermercados, que mostra a força da conveniência, da alimentação saudável e da produção própria como caminhos estratégicos para supermercados que desejam se diferenciar no mercado.

Na minha visão, esse movimento merece atenção de gestores, supermercadistas e fornecedores, porque revela uma mudança clara no comportamento do consumidor: as pessoas querem praticidade, mas também querem qualidade, confiança, frescor e opções que combinem com uma rotina mais corrida.

O supermercado como solução para o dia a dia do consumidor

Durante muito tempo, o supermercado foi visto principalmente como o lugar onde o cliente comprava ingredientes para preparar suas refeições em casa. Esse comportamento ainda existe, mas vem dividindo espaço com uma nova necessidade: o consumidor quer resolver parte da alimentação dentro da própria loja.

Isso significa que refeições prontas, pratos congelados, saladas, proteínas porcionadas, massas, molhos, comidas orientais, itens saudáveis e produtos de marca própria passam a ocupar um papel cada vez mais estratégico.

O cliente não está comprando apenas comida. Ele está comprando tempo, conveniência e segurança.

Quando um supermercado oferece uma refeição pronta bem apresentada, com boa qualidade, preço justo e comunicação clara, ele passa a disputar não apenas com outros supermercados, mas também com restaurantes, aplicativos de entrega, padarias, lojas de conveniência e food service.

Produção própria fortalece padronização e diferenciação

A produção própria é outro ponto importante nesse movimento. Quando uma rede supermercadista desenvolve sua própria operação de alimentos prontos, congelados, refrigerados ou itens de marca própria, ela ganha mais controle sobre padrão, qualidade, margem e diferenciação.

Para supermercados maiores, a produção centralizada pode gerar escala, reduzir variações entre lojas e melhorar o abastecimento.

Para supermercados de bairro, mesmo sem uma grande estrutura industrial, a lição também é válida. É possível começar com ações menores dentro da própria operação, como:

melhorar a rotisseria;

ampliar o mix de pratos prontos;

criar opções de marmitas saudáveis;

desenvolver kits para almoço e jantar;

trabalhar saladas prontas;

valorizar produtos da padaria;

aproveitar melhor cortes do açougue;

criar preparos com itens próximos ao vencimento, respeitando todas as normas de segurança alimentar.

O mais importante é entender que produção própria não precisa começar grande. Ela precisa começar bem organizada, com padrão, ficha técnica, controle de perdas, precificação correta e boa exposição.


Saúde e praticidade caminham juntas

Outro ponto que chama atenção é a união entre conveniência e saudabilidade. Durante muito tempo, comida prática foi associada a produtos menos saudáveis. Hoje, esse cenário mudou.

O consumidor busca opções rápidas, mas também quer comer melhor. Isso abre espaço para supermercados trabalharem alimentos frescos, refeições equilibradas, saladas, proteínas prontas, frutas cortadas, sucos naturais, produtos integrais e opções com apelo de bem-estar.

Para o gestor de supermercado, essa tendência deve ser observada com atenção. Não basta apenas colocar produtos saudáveis na gôndola. É necessário comunicar melhor, organizar a exposição, treinar a equipe e criar soluções que facilitem a decisão de compra.

Um cliente que entra na loja no fim do dia pode estar buscando uma solução rápida para o jantar. Se o supermercado oferece uma opção pronta, bem apresentada e confiável, aumenta as chances de vender mais e fidelizar esse consumidor.

Oportunidade para supermercados de bairro

Os supermercados de bairro têm uma vantagem importante nesse cenário: conhecem de perto a rotina da vizinhança.

Essa proximidade permite entender quais produtos fazem sentido para cada região, quais horários têm maior demanda, que tipo de refeição o cliente procura e quais combinações podem gerar mais venda.

Uma loja próxima de áreas residenciais pode apostar em refeições para o jantar. Um supermercado perto de escritórios pode explorar marmitas e pratos rápidos para o almoço. Uma operação em região com famílias pode trabalhar kits prontos, combos de café da manhã e soluções para o fim de semana.

O segredo está em observar o comportamento do cliente e adaptar a operação.


Perecíveis ganham ainda mais importância

Açougue, padaria, hortifrúti, fiambreria, laticínios e rotisseria são setores decisivos para transformar o supermercado em destino de compra recorrente.

Enquanto produtos industrializados são facilmente comparados por preço, os perecíveis dependem de qualidade, frescor, apresentação e confiança. Por isso, esses setores são fundamentais para diferenciar uma loja.

Um supermercado que trabalha bem a produção própria pode aproveitar melhor seus perecíveis, reduzir perdas, criar produtos de maior valor agregado e oferecer soluções mais completas ao consumidor.

A padaria pode fornecer pães, bolos, lanches e sobremesas.

O açougue pode oferecer carnes temperadas, cortes porcionados e proteínas prontas para preparo.

O hortifrúti pode gerar saladas, frutas cortadas, legumes higienizados e kits para receitas.

A rotisseria pode transformar ingredientes em refeições de maior valor percebido.

Quando esses setores trabalham de forma integrada, o supermercado vende mais, reduz desperdícios e melhora a experiência do cliente.


O que gestores de supermercados podem aprender com esse movimento?

O exemplo do Hirota reforça que o futuro do supermercado está cada vez mais ligado à capacidade de resolver problemas reais do consumidor.

E os principais aprendizados são:

conveniência não é mais tendência, é necessidade;

comida pronta pode aumentar frequência e ticket médio;

produção própria fortalece diferenciação e margem;

saudabilidade deve fazer parte do mix;

perecíveis precisam ser tratados como áreas estratégicas;

supermercados de bairro podem adaptar esse conceito à sua realidade;

gestão, padronização e controle são fundamentais para evitar perdas.

Na prática, o supermercado que entende a rotina do consumidor consegue vender melhor. E vender melhor não significa apenas vender mais produtos, mas oferecer soluções que façam sentido para a vida do cliente.


Perguntas frequentes sobre conveniência e produção própria em supermercados

Por que a conveniência é importante para supermercados?

A conveniência é importante porque o consumidor busca praticidade, rapidez e soluções prontas para sua rotina. Supermercados que oferecem refeições prontas, produtos porcionados e alimentos de fácil preparo conseguem atender melhor essa necessidade.

Como supermercados de bairro podem investir em comida pronta?

Supermercados de bairro podem começar com rotisseria, marmitas, saladas prontas, carnes temperadas, kits de almoço e jantar, itens de padaria e produtos preparados com padrão e controle de qualidade.

Produção própria dá lucro para supermercado?

A produção própria pode gerar lucro quando existe controle de ficha técnica, perdas, mão de obra, precificação, compras e padrão de qualidade. Sem gestão, a produção própria pode aumentar custos. Com organização, pode melhorar margem e diferenciação.

Quais setores ajudam na produção própria do supermercado?

Os principais setores são padaria, açougue, hortifrúti, fiambreria, laticínios e rotisseria. Quando bem integrados, eles ajudam a criar produtos de maior valor agregado e reduzir desperdícios.

Como vender mais refeições prontas no supermercado?

Para vender mais refeições prontas, é importante cuidar da apresentação, variedade, preço, comunicação visual, exposição em pontos estratégicos, qualidade dos ingredientes e confiança na segurança alimentar.


Conclusão

A força da conveniência, da alimentação saudável e da produção própria mostra que o supermercado moderno precisa ir além da venda tradicional de produtos.

O consumidor quer facilidade, mas também quer qualidade. Quer rapidez, mas também quer confiança. Quer preço justo, mas também valor percebido.

Para gestores de supermercados, esse é um caminho importante para aumentar vendas, fortalecer perecíveis, melhorar a experiência de compra e criar diferenciais competitivos.

Na Expo Supermercados, seguimos acompanhando esses movimentos para compartilhar conhecimento, tendências e oportunidades com supermercadistas de todo o Brasil.

Afinal, quando o supermercado entende melhor o consumidor, ele se torna mais relevante na vida da comunidade.

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