A cenoura torta também vende: como aproveitar o hortifrúti fora do padrão
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Nem toda fruta pequena, cenoura torta ou batata de formato irregular está imprópria para consumo. Parte desses alimentos perde valor comercial por causa da aparência, mesmo quando ainda apresenta condições adequadas de qualidade e segurança.

O supermercado pode criar cestas econômicas claramente identificadas, oferecer produtos para receitas específicas ou direcionar determinados itens à produção interna. Frutas maduras podem ser utilizadas em saladas de frutas e legumes podem compor sopas ou preparações, desde que estejam próprios para consumo e sejam respeitados todos os procedimentos sanitários.
A matéria “Curso para hortifrúti em supermercado: como trabalhar, vender mais e reduzir perdas” mostra que seleção, maturação, armazenamento, exposição e registro das quebras fazem parte do trabalho do setor. A decisão sobre o destino de cada produto não deve ser improvisada.
Também é importante separar irregularidade estética de deterioração. Mofo, odor alterado, contaminação, danos profundos ou sinais de decomposição não podem ser escondidos por um desconto. A comunicação precisa explicar por que o produto está mais barato, sem induzir o consumidor a acreditar que possui o mesmo padrão visual da banca principal.
No vídeo “Gestão de Hortifrúti: o exemplo do Madi Supermercado”, do canal oficial da Expo Supermercados, a gestão do setor aparece ligada à apresentação, à variedade e à operação. O primeiro passo é registrar os motivos das quebras para descobrir quanto se perde por aparência, maturação, armazenamento ou manuseio.





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