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Seladoras de bandeja e termoformadoras: Como escolher o equipamento para aplicações em Atmosfera Modificada (ATM)?

há 20 horas
9 min de leitura

Por Abílio Corrêa


Quando começo a conversar com uma empresa sobre Atmosfera Modificada — ATM, uma das primeiras perguntas costuma ser:

seladora de bandeja, bandejas de carne e salmão, e texto sobre soluções de embalagem ATM.

É melhor utilizar uma seladora de bandeja ou uma termoformadora?

Minha resposta é sempre a mesma: antes de escolher a máquina, precisamos entender o produto, o volume que será produzido e como essa operação pretende crescer.

Uma seladora de bandejas pode ser excelente para supermercados, açougues, centrais de produção e indústrias que desejam começar ou ampliar uma linha de produtos em ATM com flexibilidade.

Já uma termoformadora começa a fazer mais sentido quando existe necessidade de maior automação, produtividade e padronização.

Não existe uma tecnologia melhor para todas as empresas.

Existe a solução mais adequada para cada operação.


Primeiro: o que é ATM?

Pôster da AXISVAC sobre ATM: bandeja de carne embalada, bolhas CO2, O2 e N2, fundo escuro, texto sobre conservação.

ATM significa Atmosfera Modificada.

Nesse processo, a atmosfera existente dentro da embalagem é alterada para criar condições mais adequadas à conservação e à manutenção da qualidade do alimento.

É importante entender que ATM não significa simplesmente “colocar gás dentro de uma bandeja”.

Um projeto precisa considerar o conjunto:

Produto + atmosfera + embalagem + temperatura + processo + controle de qualidade.

A composição dos gases varia conforme o alimento e o objetivo da aplicação.

Carnes frescas possuem necessidades diferentes de carne moída. Queijos são diferentes de refeições prontas. Produtos de panificação possuem características distintas de aves ou pescados.

Por isso, não existe uma mistura universal que possa ser aplicada a todos os alimentos.


O que é uma seladora de bandeja para ATM?

A seladora de bandeja utiliza recipientes previamente formados.

O alimento é colocado dentro da bandeja e levado à máquina.

Dependendo do equipamento e da configuração escolhida, o processo pode envolver etapas como:

  1. colocação da bandeja;

  2. retirada da atmosfera existente;

  3. introdução da mistura de gases definida para aquela aplicação;

  4. selagem do filme sobre a bandeja;

  5. corte do filme;

  6. liberação da embalagem pronta.

O resultado é uma bandeja fechada, padronizada e pronta para seguir para armazenamento, distribuição ou exposição, conforme o processo definido.

Na linha atual da AXISVAC há seladoras de bandeja destinadas à Atmosfera Modificada e configurações que podem reunir funções de selagem, ATM, vácuo e Skin Pack, dependendo do equipamento. (AXISVAC)

Cartaz da AXISVAC com duas seladoras de bandeja inox e tabela técnica; título SELADORAS DE BANDEJA C/ ATMOSFERA MODIFICADA.

Onde vejo oportunidade para seladoras de bandeja nos supermercados?

Vejo um espaço muito interessante principalmente no autosserviço.

O consumidor quer praticidade.

Em muitos momentos, ele não deseja esperar atendimento no balcão. Quer encontrar o produto pronto, comparar as opções, escolher o peso e seguir com a compra.

Uma linha bem desenvolvida de bandejas pode atender produtos como:

  • carnes frescas;

  • carne moída;

  • hambúrgueres;

  • bifes e cortes porcionados;

  • aves;

  • frios;

  • queijos;

  • refeições prontas;

  • produtos de conveniência.

Mas não defendo que o supermercado simplesmente comece a colocar tudo em bandejas.

É necessário observar o comportamento de compra de cada loja.

Quais produtos possuem giro?

Quais pesos o consumidor procura?

Existe demanda durante toda a semana?

Qual é a participação do balcão e do autosserviço?

Quanto será produzido diariamente?

A tecnologia precisa acompanhar a estratégia comercial.

Mãos escolhendo bandejas de carne crua embalada em refrigerador de supermercado, com etiquetas visíveis.

Por que a seladora de bandejas é uma porta de entrada interessante para ATM?

Uma das vantagens é trabalhar com embalagens pré-formadas.

Isso permite estruturar uma operação de ATM sem necessariamente partir imediatamente para uma linha industrial de termoformagem.

Dependendo do equipamento, a empresa pode trabalhar com diferentes moldes e formatos de bandeja.

É uma solução que vejo fazendo sentido para operações que buscam:

  • ampliar o autosserviço;

  • padronizar os produtos;

  • aumentar a produtividade;

  • melhorar a apresentação;

  • desenvolver linhas de conveniência;

  • profissionalizar a embalagem de perecíveis.

O dimensionamento continua sendo fundamental.

Uma máquina que produz muito menos do que a demanda se transforma rapidamente em gargalo. Uma solução muito acima do volume necessário pode comprometer o retorno do investimento.

O que é uma termoformadora?

A termoformadora leva a automação para outro nível.

Em vez de receber uma bandeja previamente produzida, a própria máquina utiliza materiais em bobinas para formar a embalagem durante a linha de produção.

De maneira simplificada, o processo pode incluir:

formação da embalagem → colocação do alimento → processo de embalagem → selagem → corte → saída do produto.

Dependendo da configuração, diferentes tecnologias podem ser incorporadas à linha.

A AXISVAC possui atualmente termoformadoras para aplicações profissionais e industriais, com modelos destinados a diferentes capacidades e funções. A configuração precisa ser definida de acordo com o processo que o cliente deseja implantar. (AXISVAC)


Qual é a principal diferença entre seladora de bandeja e termoformadora?

Eu costumo explicar desta forma:

Na seladora de bandeja, a embalagem chega pronta para receber o produto.

Na termoformadora, a própria linha forma a embalagem.

Essa diferença aparentemente simples muda muita coisa na operação.

Uma termoformadora pode reunir várias etapas em um fluxo contínuo, enquanto a seladora de bandejas trabalha com recipientes previamente adquiridos e preparados.

Por isso, a decisão precisa considerar não apenas o equipamento, mas também:

  • volume produzido;

  • custo das embalagens;

  • mão de obra;

  • espaço;

  • número de produtos;

  • frequência de troca;

  • automação necessária;

  • velocidade da linha;

  • manutenção;

  • crescimento futuro.


Quando eu escolheria uma seladora de bandeja?

Consideraria uma seladora principalmente quando a empresa deseja flexibilidade e possui uma produção que ainda não exige uma grande linha automatizada.

Pode fazer muito sentido para:

Supermercados

Principalmente em açougues, rotisserias, frios, queijos e centrais de produção próprias.

Açougues e casas de carnes

Para desenvolver linhas de carnes frescas, carne moída, hambúrgueres e produtos porcionados.

Pequenas e médias indústrias

Quando existe volume relevante, mas ainda há necessidade de flexibilidade entre produtos.

Restaurantes e cozinhas profissionais

Dependendo da aplicação, para produtos preparados e linhas destinadas a distribuição ou comercialização.


Quando começaria a analisar uma termoformadora?

Quando a escala começa a mudar.

Se a empresa produz grandes volumes diariamente, trabalha durante muitas horas e precisa reduzir etapas manuais, vale estudar uma solução de termoformagem.

Alguns sinais são claros:

  • grande quantidade de embalagens produzidas por dia;

  • necessidade de aumentar a velocidade da linha;

  • excesso de manipulação;

  • dificuldade de padronização;

  • alto custo operacional por unidade;

  • expansão de produção;

  • centralização de várias lojas;

  • necessidade de maior automação.

Nesse estágio, não considero correto avaliar apenas o preço da termoformadora.

Precisamos comparar o custo total da operação atual com o que a automação poderá representar ao longo dos anos.


Supermercado pequeno precisa de termoformadora?

Na maioria das situações, não começaria por aí.

Um supermercado independente ou uma operação de menor volume pode encontrar muito mais sentido em uma seladora de bandejas corretamente dimensionada.

A termoformadora começa a ganhar importância à medida que aumenta a escala.

Isso pode ocorrer, por exemplo, quando uma central passa a produzir para várias lojas.

Uma rede com dez unidades possui uma realidade diferente de uma única loja.

Se todos os supermercados receberem carnes, queijos ou outros alimentos embalados de uma central, o volume pode justificar um nível muito maior de automação.


ATM pode ajudar a ampliar o autosserviço?

Sim, e considero essa uma das aplicações mais interessantes para o varejo.

O balcão tradicional continuará tendo importância, principalmente pelo atendimento e pela relação entre cliente e açougueiro.

Mas o autosserviço atende outro comportamento.

Ele oferece rapidez.

Uma operação bem planejada pode disponibilizar produtos em diferentes pesos e formatos para que o cliente faça sua escolha sem precisar esperar atendimento.

Isso pode melhorar a experiência de compra e ajudar a distribuir melhor a demanda da equipe durante o dia.


Carne moída é uma aplicação que exige atenção

Sempre faço uma ressalva quando falamos de carne moída.

Ela exige um processo muito bem controlado.

A moagem aumenta a superfície de contato do produto e exige atenção redobrada com matéria-prima, higiene, temperatura, tempo de processamento e cadeia de frio.

Uma máquina de ATM não corrige problemas anteriores.

Por isso, antes de implantar uma linha de carne moída em bandejas, precisamos avaliar todo o fluxo:

matéria-prima → moagem → porcionamento → embalagem → refrigeração → exposição.

A tecnologia vem para completar um processo correto.


A escolha da bandeja e do filme faz parte do projeto

Outro erro é gastar muito tempo escolhendo a máquina e deixar a embalagem para o final.

Em ATM, a embalagem é parte da tecnologia.

Bandeja e filme precisam possuir características compatíveis com o produto e com a atmosfera utilizada.

Precisamos avaliar questões como:

  • barreira aos gases;

  • resistência mecânica;

  • compatibilidade da bandeja e do filme;

  • qualidade da solda;

  • transparência;

  • desempenho durante armazenamento;

  • dimensões;

  • apresentação.

Não adianta criar uma atmosfera adequada se a embalagem não conseguir preservá-la.


A soldagem precisa ser controlada

A selagem é outro ponto crítico.

Depois de criar a atmosfera desejada, precisamos manter a embalagem íntegra.

Uma pequena falha pode permitir trocas gasosas indesejadas com o ambiente externo.

Por isso, o processo precisa controlar:

  • temperatura;

  • pressão;

  • tempo;

  • limpeza da região de solda;

  • posicionamento da bandeja;

  • filme;

  • integridade do material.

Uma boa operação também deve estabelecer uma rotina de inspeção.

ATM exige repetibilidade.


A cadeia de frio continua indispensável

Atmosfera Modificada não substitui refrigeração.

Isso precisa ficar muito claro.

Para alimentos perecíveis, temperatura e cadeia de frio continuam sendo partes fundamentais da conservação.

Produto, embalagem, atmosfera e temperatura trabalham juntos.

Por isso, não vejo sentido em investir em uma máquina de ATM sem avaliar também câmaras frias, exposição, transporte e procedimentos da equipe.


E o shelf life?

Uma pergunta muito comum é:

“Quanto tempo esse alimento vai durar em ATM?”

Não existe uma resposta única.

O shelf life depende do conjunto do processo.

Entre os fatores estão:

  • matéria-prima;

  • microbiologia;

  • composição dos gases;

  • embalagem;

  • qualidade da selagem;

  • temperatura;

  • higiene;

  • processamento;

  • distribuição;

  • exposição.

Por isso, o prazo precisa ser validado tecnicamente para cada produto e processo.

A compra de uma máquina não define automaticamente uma nova validade.


Seladora de bandeja ou termoformadora: qual é mais rentável?

A resposta depende da escala.

Uma seladora de bandejas pode exigir investimento inicial menor e proporcionar flexibilidade.

Uma termoformadora pode exigir um projeto maior, mas, quando existe volume suficiente, a automação pode mudar bastante a produtividade e o custo por embalagem.

A análise precisa considerar:

investimento + embalagem + mão de obra + produção por hora + manutenção + perdas + vida útil + crescimento.

É essa conta que mostra a solução mais adequada.


Conheça algumas soluções da AXISVAC

A AXISVAC possui uma linha de seladoras de bandeja para Atmosfera Modificada e termoformadoras, além de equipamentos para vácuo, Skin Pack e termoencolhimento. (AXISVAC)

Entre as seladoras de bandeja apresentadas atualmente pela empresa estão modelos como:

AXEV-271 — solução semiautomática para bandejas, com função de injeção de gás.

AXVT-450M/2 — equipamento que pode reunir funções de selagem, ATM, vácuo e Skin Pack.

AXVT-450A — solução para aplicações que podem envolver selagem, ATM, vácuo e Skin Pack.

Na linha de termoformadoras, a AXISVAC apresenta equipamentos como:

AXVR-320A — termoformadora compacta.

AXVR-420A — solução voltada a aplicações industriais.

As funções e configurações variam entre os modelos, por isso a escolha precisa ser feita a partir da aplicação e do processo que será desenvolvido. (Axisvac)


Não comece pela máquina

Minha experiência de anos no varejo alimentar, acompanhando operações no chão de loja, me ensinou justamente isso.

Uma empresa pode comprar uma excelente seladora e continuar com baixa produtividade porque o layout está errado.

Pode investir em ATM e descobrir que não existe volume suficiente para o produto.

Pode instalar uma termoformadora e subutilizar a capacidade.

Ou pode comprar uma máquina pequena demais e criar um gargalo poucos meses depois.

Por isso, antes de falar em equipamento, gosto de entender:

  • produto;

  • consumidor;

  • volume;

  • apresentação;

  • embalagem;

  • shelf life;

  • temperatura;

  • capacidade da equipe;

  • espaço;

  • expectativa de crescimento.

Depois disso começamos a falar de máquina.


Sobre Abílio Corrêa

Sou Abílio Corrêa, especialista em embaladoras e embalagens a vácuo, termoencolhível e Atmosfera Modificada, CEO e fundador da AXISVAC e vice-presidente regional da Associação Mineira de Supermercados — AMIS.

Minha experiência reúne anos no varejo alimentar, aliada ao conhecimento em processos de qualidade e embalagem para alimentos perecíveis.

Sempre acompanhei as operações no chão de loja e foi nesse ambiente que aprendi a compreender as necessidades reais de supermercados, açougues, frigoríficos, laticínios e indústrias.

Essa experiência orienta a forma como desenvolvemos projetos na AXISVAC.

Mais importante do que indicar uma máquina é encontrar uma solução que faça sentido para o produto, para o volume e para o retorno esperado pelo cliente.


AXISVAC: soluções completas para embalagens a vácuo e ATM

A AXISVAC trabalha com seladoras a vácuo, Skin Pack, Atmosfera Modificada, seladoras de bandeja, termoformadoras e tanques de encolhimento, atendendo operações de diferentes portes. (AXISVAC)

O trabalho começa pelo diagnóstico da operação e pelo dimensionamento da necessidade.

Porque uma empresa que está iniciando uma linha de bandejas possui necessidades muito diferentes de uma indústria que produz milhares de unidades.

O equipamento precisa acompanhar a realidade do negócio.


Conheça mais sobre as soluções da AXISVAC

Se você deseja modernizar o açougue do seu supermercado ou conhecer tecnologias para ampliar o autosserviço, reduzir perdas e aumentar a produtividade, conheça o trabalho da AXISVAC.

Vídeos sobre ATM e tecnologias de embalagem

A Expo Supermercados mantém uma playlist com demonstrações de equipamentos e processos da AXISVAC:


Leia também na Expo Supermercados

Veja conteúdos sobre Atmosfera Modificada, vácuo, Skin Pack, termoformadoras, escolha de máquinas e redução de perdas:

A Expo Supermercados também já publicou conteúdos explicando as diferenças entre vácuo e ATM e mostrando que a escolha da tecnologia depende do produto e da estratégia da operação. (Expo Supermercados)


Conclusão

Seladora de bandeja ou termoformadora?

A resposta depende principalmente de escala, produto e estratégia.

A seladora de bandejas pode oferecer flexibilidade para supermercados, açougues, centrais e indústrias que querem desenvolver linhas de produtos em ATM utilizando embalagens pré-formadas.

A termoformadora começa a ganhar força quando a empresa precisa de maior automação, produtividade e integração das etapas de embalagem.

Em ambos os casos, a máquina é apenas uma parte do projeto.

ATM precisa ser tratado como sistema:

produto + atmosfera + embalagem + temperatura + processo + controle de qualidade.

Quando todos esses elementos são analisados juntos, a tecnologia deixa de ser apenas uma forma diferente de embalar e passa a contribuir para produtividade, conveniência, padronização e rentabilidade.

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