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Walmart não saiu do Brasil porque deu errado. Saiu porque pensou grande.

Por Rafael Nogueira Hübler - Diretor Executivo | CCO | CMO | VP | Comercial, Marketing e Supply


De tempos em tempos, surge essa narrativa simplista:

“O Walmart saiu do Brasil porque não conseguiu dar certo”.

Padaria de uma loja Walmart nos Estados Unidos
Padaria de uma loja Walmart nos Estados Unidos

Essa frase costuma vir de especialistas que não conhecem a história — nem do Brasil, nem do próprio Walmart, muito menos do varejo global.


A verdade é mais profunda.

E, principalmente, muito mais estratégica.


Vamos aos fatos.


O Brasil nunca foi um mercado fácil.


Isso precisa ser dito com honestidade.


O Walmart não teve uma trajetória simples no Brasil. Pelo contrário.

Foram anos de desafios reais:

  • Complexidade operacional

  • Burocracia pesada

  • Sistema tributário caótico

  • Diferenças culturais de consumo

  • Margens pressionadas

  • Execução em um dos mercados mais difíceis do mundo


Autosserviço no Açougue do Walmart
Autosserviço no Açougue do Walmart

Quem conhece varejo sabe: o Brasil testa qualquer gigante global.


Mas isso não foi o motivo da saída.


O verdadeiro motivo: foco absoluto na guerra certa.


Enquanto muitos olhavam para o desempenho país a país, o Walmart olhava para algo maior.


A ascensão acelerada da Amazon nos Estados Unidos.

A mudança radical do jogo com tecnologia, dados e e-commerce.


Em um movimento estratégico — desses que só empresas gigantes conseguem fazer — o Walmart tomou uma decisão dura, mas extremamente racional:


Sair de todos países onde não tinha liderança para concentrar energia, capital e talento onde a guerra era decisiva.


Hortifrúti do Walmart nos Estados Unidos
Hortifrúti do Walmart nos Estados Unidos

E essa decisão não foi só sobre o Brasil.

Ela envolveu todos os mercados onde o Walmart não era líder absoluto.


O objetivo era claro:

  • Defender sua soberania no mercado americano

  • Investir pesado em tecnologia

  • Construir eficiência extrema no e-commerce

  • Evoluir logística, dados, omnichannel e experiência do cliente


Menos dispersão.

Mais foco.

Mais intensidade.


Estratégia não é insistir. É escolher onde lutar.


Existe uma confusão comum entre persistência e teimosia.


O Walmart não desistiu.

Ele recuou estrategicamente para atacar com mais força onde realmente importava.

gigantes de tecnologia


Hoje, com o Walmart:

  • Superando US$ 1 trilhão em valor de mercado

  • Voltando a crescer de forma consistente

  • Figurando novamente no topo do varejo mundial

  • Competindo de igual para igual com


Fica claro que a decisão foi acertada.


Rafael Nogueira Hübler
Rafael Nogueira Hübler - Diretor Executivo | CCO | CMO | VP | Comercial, Marketing e Supply

A lição que fica para líderes e empresas


Essa história ensina algo fundamental:

  • Estratégia não é estar em todos os lugares.

  • Estratégia é saber onde concentrar energia.

  • Às vezes, sair é o movimento mais inteligente para crescer


O Walmart entendeu que o maior risco não era sair de mercados difíceis,

mas sim perder relevância no mercado mais importante do mundo.


Hoje, os números falam por si.


E a história mostra que quem entende o jogo de longo prazo não explica decisões olhando apenas o curto.

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