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Comprar da agricultura familiar é só buscar o produto na propriedade?

  • há 1 hora
  • 1 min de leitura

Comprar frutas, verduras, queijos, doces e outros alimentos de produtores próximos pode fortalecer a economia regional e diferenciar o supermercado. A proximidade, porém, não transforma automaticamente um produtor em fornecedor preparado para atender o varejo.


Feira interna com frutas e legumes coloridos; uma mulher fala ao celular entre bancas de tomates, cenouras e bananas.

A parceria precisa considerar regularidade, quantidade, padrão de qualidade, documentação, nota fiscal, inspeção, rotulagem, rastreabilidade, embalagem e transporte. Também é necessário combinar calendário de produção, frequência de entrega, substituições e procedimentos para produtos recusados.


A matéria “Do campo à gôndola: como o supermercado pode apoiar produtores locais” mostra como a loja pode orientar fornecedores sobre apresentação, padrões sanitários e planejamento. Essa cooperação pode criar relações mais estáveis, desde que as responsabilidades permaneçam claras.


O produto local também precisa ser apresentado corretamente. Informar cidade, região e características reais ajuda o consumidor a compreender o diferencial. Entretanto, origem próxima não deve ser usada como substituta de qualidade, segurança ou regularidade. A história do produtor agrega valor quando a operação sustenta aquilo que a comunicação promete.


O vídeo “Aula de hortifrúti para expor, organizar, vender mais e reduzir perdas”, do canal da Expo Supermercados, complementa a pauta ao mostrar cuidados necessários com produtos frescos. Comprar localmente pode aproximar campo e consumidor, mas o sucesso depende de organização dos dois lados.


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