Central de produção para supermercados
- 6 de fev.
- 3 min de leitura
Por Bruno Cruz, Especialista em Centrais de Produção para Supermercados | Viabilidade, Projetos e Implementação
O varejo alimentar brasileiro evoluiu muito em diversos aspectos, mas manteve um modelo produtivo que não acompanhou essa evolução. Em grande parte das redes, a produção própria continua descentralizada, diluída dentro das lojas, operando em um ambiente que nunca foi desenhado para produzir.
Esse modelo gera um problema que não é apenas operacional, mas estrutural e humano: o conflito permanente entre vender e produzir.
Na loja, a lógica da venda é imediata, reativa e orientada ao agora: sortimento cheio, vitrine bonita, resposta rápida à demanda do cliente. Já a lógica da produção exige o oposto: previsibilidade, ritmo, padronização, planejamento e estabilidade. Quando essas duas lógicas convivem no mesmo espaço, sob a mesma liderança e com os mesmos recursos, o resultado é fricção constante.
A produção passa a ser impactada pela urgência do ponto de venda. As decisões produtivas deixam de ser técnicas e passam a ser emocionais e comerciais. O time vive apagando incêndios, o custo real aumenta, as perdas se acumulam e a operação se desgasta. Esse conflito não se resolve com treinamento ou esforço adicional, porque ele nasce do ambiente errado para a função de produzir.
É por isso que acredito na centralização da produção como uma decisão estratégica. Centralizar significa separar energias: permitir que a loja foque em vender bem e que a fábrica foque em produzir bem. Não é apenas uma mudança física, é uma reorganização do sistema decisório da empresa.

Quando a produção é centralizada e passa a operar com lógica industrial, os efeitos aparecem de forma encadeada.
O primeiro é produtividade. A central permite especialização, automação economicamente viável e eliminação de redundâncias típicas da produção fragmentada. A métrica de produção por pessoa melhora de forma consistente.
Em seguida vem o controle. As perdas deixam de ser difusas e passam a ser mensuráveis. Qualidade, vencimento, retrabalho e eficiência deixam de ser percepções e passam a ser dados. Isso traz clareza econômica, algo raro em modelos descentralizados.
A padronização é outro efeito direto. O produto deixa de variar de loja para loja, o que estabiliza custo, qualidade e percepção do consumidor. A variabilidade, um dos maiores inimigos da margem, é reduzida.
Mas há um efeito que costuma ser subestimado: o impacto comercial, especialmente na padaria.
Na minha visão, a padaria não é apenas uma categoria de margem. Ela é uma categoria destino. Quando bem estruturada, ela aumenta o fluxo de clientes, influencia a escolha da loja e eleva o tíquete médio. O problema é que, no modelo descentralizado, a padaria fica limitada pela capacidade produtiva local, pela instabilidade do time e pela falta de escala. O mix é restrito, a regularidade é frágil e o potencial comercial não se materializa.
É até possível que isso ocorra em modelos descentralizados, mas seguramente tem um custo maior, especialmente com mão-de-obra.
A central de produção tem o potencial de mudar este panorama. Ela viabiliza ampliação de mix, estabilidade de abastecimento com o uso de tecnologias e com uso real de planejamento da produção. Com isso, a padaria ganha relevância dentro da estratégia da loja, aumenta seu share e passa a funcionar como alavanca de tráfego, impactando positivamente outras categorias.
Esse ganho comercial não é automático nem garantido. Ele depende de modelo correto, planejamento, processos e governança. É exatamente aí que muitas redes erram: constroem uma central, mas a operam com mentalidade de loja. O resultado é frustração e a falsa conclusão de que “centralizar não funciona”.
A Viáz existe para evitar esse erro.
O papel da Viáz não é apenas projetar layouts ou especificar equipamentos. É traduzir o pensamento industrial para a realidade do varejo, ajudando o decisor a entender quando centralizar faz sentido, qual modelo adotar e como implantar a operação de forma coerente com a estratégia da rede.
No fim, a centralização defendida pela Viáz não é uma solução pontual para reduzir custos. É uma forma de organizar o crescimento, reduzir conflitos internos, dar clareza econômica à produção própria e transformar categorias tidas como produção própria em verdadeiras alavancas de negócio.
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