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Elasticidade de preço: nem toda marca pode trabalhar com a mesma margem

há 4 horas
1 min de leitura

Aplicar a mesma margem percentual a todos os produtos parece simplificar a precificação, mas ignora diferenças importantes. Marcas, categorias e tamanhos de embalagem respondem de formas distintas às alterações de preço.


Corredor de supermercado com frutas e verduras, ovos e carnes; placas promocionais coloridas da Fort Atacadista.

A elasticidade de preço indica como a demanda reage quando o preço aumenta ou diminui. Em produtos muito comparados, uma pequena mudança pode reduzir significativamente as vendas. Em itens diferenciados, exclusivos ou com maior fidelidade à marca, a reação pode ser menor.


A matéria “O verdadeiro ganho do supermercado está na receita ou na margem?” mostra que faturamento e margem respondem a perguntas diferentes. Uma margem percentual maior pode reduzir tanto o giro que o produto passa a gerar menos margem em reais.


Para decidir, o supermercado precisa observar histórico de preços, quantidade vendida, concorrência, substituição entre marcas, participação na categoria e margem em reais. Também deve analisar se o produto funciona como referência de preço, item de destino ou alternativa de maior valor agregado.


Precificação não deve ser uma multiplicação automática do custo. A margem adequada depende do papel do item, da sensibilidade do cliente e do resultado total gerado pela categoria.


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