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Como os supermercados decidem quais produtos deixam de existir na loja?

há 3 horas
1 min de leitura

Retirar um produto do mix não deveria depender apenas da impressão de que ele vende pouco. Um item pode ter baixo giro porque possui pouca demanda, mas também porque está mal exposto, com preço inadequado ou frequentemente em ruptura.


Corredor de supermercado com prateleiras cheias de chocolates Lacta e Bis; placas IDEAL PARA VOCÊ, ambiente iluminado.

Antes da exclusão, o supermercado precisa analisar vendas, margem em reais, giro, cobertura de estoque, perdas e repetição de compra. Também deve identificar se existe outro produto capaz de atender a mesma necessidade e se a saída pode afastar um grupo específico de clientes.


A matéria “Se o produto não tem função clara, por que ele está na gôndola?” explica que cada SKU deve representar uma faixa de preço, público, ocasião de consumo, diferenciação ou objetivo comercial. Um item de menor giro pode ser importante para completar a categoria.


Produtos novos também precisam de prazo para avaliação. A reportagem “Produto novo precisa de data para entrar e também para sair” recomenda definir previamente o período de teste e os resultados esperados.


A retirada deve fazer parte de uma gestão contínua do mix. A pergunta não é apenas quanto o produto vende, mas qual venda seria perdida, para onde a demanda seria transferida e quanto retorno ele oferece pelo espaço e pelo capital utilizados.


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