Se o produto não tem função clara, por que ele está na gôndola?
Cada produto deveria cumprir uma função dentro da categoria. Ele pode representar uma faixa de preço, atender um público específico, completar uma ocasião de consumo, diferenciar a loja, gerar margem ou atrair clientes. Quando essa função não está clara, o SKU pode apenas disputar espaço com produtos semelhantes.

A matéria “Quando diversificar deixa de gerar resultado no supermercado” explica que variedade oferece alternativas relevantes, enquanto o excesso multiplica escolhas sem necessariamente ampliar as vendas. Mais produtos também significam mais cadastros, pedidos, etiquetas, inventários e controles de validade.
Para o comprador, a indefinição dificulta a análise. Um produto pode apresentar baixo giro porque não possui demanda, mas também porque está mal exposto, com preço inadequado ou frequentemente em ruptura. Antes de excluir ou ampliar sua presença, é necessário verificar vendas, margem, cobertura, perdas, disponibilidade e transferência de demanda.
Na área de vendas, produtos sem organização clara confundem o consumidor. A matéria “Produtos separados por marca ou por tipo” mostra como a estrutura da categoria pode facilitar comparações. O vídeo “Layout para supermercado: exposição, açougue, padaria e hortifrúti”, do canal oficial da Expo Supermercados, complementa essa relação entre mix e espaço.
Uma revisão de categoria deve perguntar qual venda seria perdida se o item saísse, qual alternativa o cliente escolheria e quanto retorno ele oferece pelo espaço ocupado. Produto sem função definida aumenta a complexidade e reduz a capacidade de executar bem aquilo que realmente importa.





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