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O que aprender com o novo modelo da Mercadona?

6 de ago.
11 min de leitura

A Mercadona começou a implantar na Espanha um novo conceito de supermercado que deverá orientar a transformação de suas lojas nos próximos anos.


Batizado de Tienda 9, o modelo não representa apenas uma reforma estética, troca de equipamentos ou modernização da comunicação visual. A proposta envolve uma reorganização profunda dos processos, dos fluxos internos, da produção de alimentos e da experiência de compra.


A rede espanhola anunciou um investimento de aproximadamente 3,7 bilhões de euros para implantar o modelo gradualmente até 2033. A previsão é encerrar 2026 com cerca de 60 unidades adaptadas ao novo formato.


Segundo a empresa, a Tienda 9 transforma a organização interna, melhora a experiência do consumidor e aumenta a produtividade e a eficiência operacional. Conheça a apresentação oficial em Tienda 9: o novo modelo de loja da Mercadona.


Para o supermercadista brasileiro, o principal aprendizado não está em copiar cada decisão da Mercadona. O valor está em compreender a lógica utilizada pela rede: organizar a loja a partir dos processos, reduzir tarefas duplicadas, facilitar a compra e aumentar a produtividade.



O que é a Tienda 9 da Mercadona?

A Tienda 9 é a nova geração de supermercados da Mercadona, sucedendo o modelo conhecido como Tienda 8.

Entre as principais mudanças estão:

  • organização da loja por processos;

  • centralização de atividades de preparação;

  • criação de um Obrador Central;

  • maior espaço para produtos frescos;

  • crescimento do autosserviço;

  • ampliação das soluções prontas para consumo;

  • percurso de compra mais simples;

  • redução de deslocamentos das equipes;

  • uso de ferramentas digitais;

  • maior eficiência no consumo de energia e água;

  • melhoria da produtividade da loja.

A Mercadona pretende levar o novo formato à sua rede de supermercados na Espanha e em Portugal. O projeto foi apresentado junto aos resultados de 2025, quando a empresa informou faturamento de 41,858 bilhões de euros e lucro líquido de 1,729 bilhão de euros. Veja os resultados divulgados pela Mercadona.

Os números mostram que a transformação não está sendo realizada como resposta a uma crise. Ela faz parte de uma estratégia para continuar aumentando eficiência, produtividade e capacidade de crescimento.


Primeiro aprendizado: organizar a loja por processos

Uma das principais mudanças da Tienda 9 é a passagem de uma loja organizada por “negócios” ou departamentos para uma loja organizada por processos.

No modelo tradicional, açougue, padaria, hortifrúti, frios, pescados e rotisseria podem trabalhar como setores relativamente separados. Cada departamento possui sua equipe, seus equipamentos, sua área de preparação e seus procedimentos.

O problema aparece quando diferentes setores repetem atividades semelhantes.

Várias áreas podem realizar:

  • recebimento;

  • armazenamento;

  • fracionamento;

  • corte;

  • cocção;

  • embalagem;

  • etiquetagem;

  • higienização;

  • movimentação;

  • reposição;

  • controle de validade.

Quando cada departamento executa isoladamente atividades parecidas, a loja pode manter equipamentos duplicados, utilizar mais espaço e exigir mais deslocamentos da equipe.

A gestão por processos começa com outra pergunta:

Quais atividades são realizadas na loja e como elas podem ser organizadas da maneira mais eficiente?

Em vez de analisar apenas onde termina um departamento e começa outro, a empresa observa toda a sequência de trabalho, desde o recebimento até a exposição e a venda.


Como aplicar a gestão por processos no supermercado?

O supermercadista pode começar mapeando o caminho dos produtos e das equipes.

Algumas perguntas ajudam:

  1. Por onde a mercadoria entra?

  2. Quanto tempo permanece no recebimento?

  3. Onde é armazenada?

  4. Quantas vezes é movimentada?

  5. Onde é preparada?

  6. Quais equipamentos são utilizados?

  7. Quanto a equipe precisa caminhar?

  8. Onde acontecem esperas?

  9. Quais tarefas são repetidas?

  10. Em que momento surgem perdas ou retrabalho?

  11. Como o produto chega à área de vendas?

  12. Quanto tempo leva para ser reposto?

Esse mapeamento pode revelar câmaras mal posicionadas, depósitos distantes, equipamentos duplicados, corredores estreitos e áreas de preparação que não acompanham o volume vendido.

O objetivo não é centralizar tudo automaticamente. É identificar onde a centralização, a proximidade ou a mudança do fluxo pode gerar resultado.


Segundo aprendizado: centralizar atividades semelhantes

Uma das maiores novidades da Tienda 9 é o Produção Local, uma área que reúne atividades de corte, cocção e embalagem realizadas na própria loja.

A centralização procura eliminar tarefas duplicadas e melhorar o aproveitamento de pessoas, equipamentos, insumos e espaço.

Em vez de cada setor manter uma pequena estrutura independente, determinadas atividades passam a ser realizadas em uma área comum.

Os benefícios potenciais incluem:

  • melhor utilização dos equipamentos;

  • redução de deslocamentos;

  • padronização;

  • maior controle de qualidade;

  • melhor planejamento da produção;

  • redução do consumo de água;

  • economia de energia;

  • melhor aproveitamento da mão de obra;

  • controle mais preciso dos insumos;

  • redução de perdas;

  • aumento da produtividade.

Segundo informações divulgadas sobre as primeiras unidades, a reorganização pode gerar economia de até 10% no consumo de energia e até 40% no consumo de água. Conheça os detalhes de uma Tienda 9 implantada em Sevilha.


Produção Local e Central de Produção são a mesma coisa?

Não necessariamente.

O produção local da Tienda 9 está integrado à operação da própria loja. Ele reúne processos que anteriormente poderiam estar distribuídos entre diferentes setores do mesmo supermercado.

Uma Central de Produção pode atender várias lojas e funcionar como uma operação separada, com características industriais, logística própria e maior escala.

Os dois modelos compartilham princípios importantes:

  • centralização;

  • padronização;

  • planejamento;

  • produtividade;

  • controle;

  • especialização;

  • redução de tarefas duplicadas.

Para redes em expansão, a Central de Produção pode representar um passo adicional. Entretanto, sua implantação precisa ser precedida por um estudo de viabilidade técnica, operacional e econômica.

Centralizar sem planejamento pode apenas transferir os problemas da loja para outro local.


Terceiro aprendizado: perecíveis continuam estratégicos

A Tienda 9 oferece maior espaço para produtos frescos e reforça categorias como hortifrúti, carnes, pescados e refeições prontas.

Essa decisão mostra que a modernização do supermercado não significa reduzir a importância dos perecíveis. Ao contrário: a rede está reorganizando os processos para ampliar sua presença.

Perecíveis são estratégicos porque ajudam a gerar:

  • frequência de compra;

  • diferenciação;

  • percepção de qualidade;

  • confiança;

  • conveniência;

  • valor agregado;

  • margem;

  • fidelização.

O consumidor pode encontrar produtos industrializados semelhantes em diferentes estabelecimentos. Entretanto, qualidade do hortifrúti, variedade do açougue, apresentação da padaria e oferta de refeições prontas ajudam a construir a identidade da loja.

O desafio é aumentar as vendas sem ampliar as perdas.

Para isso, o supermercado precisa controlar:

  • qualidade no recebimento;

  • temperatura;

  • produção por horário;

  • rendimento;

  • validade;

  • exposição;

  • embalagem;

  • sobras;

  • perdas;

  • fichas técnicas;

  • disponibilidade.


Quarto aprendizado: o consumidor procura conveniência

A Mercadona vem ampliando o espaço destinado ao conceito “Listo para Comer”, sua área de refeições prontas e alimentos preparados.

O movimento acompanha uma transformação no comportamento do consumidor.

Muitas pessoas continuam comprando ingredientes para preparar refeições, mas também procuram soluções que economizem tempo.

Entre as oportunidades estão:

  • refeições prontas;

  • pratos para aquecer;

  • saladas;

  • frutas cortadas;

  • carnes temperadas;

  • sanduíches;

  • lanches;

  • sobremesas;

  • porções individuais;

  • kits para refeições;

  • produtos para consumo imediato.

O supermercado deixa de atender apenas a compra de abastecimento doméstico e passa a disputar ocasiões de consumo com restaurantes, padarias, aplicativos de entrega e lojas de conveniência.

Para aproveitar esse mercado, não basta colocar alguns pratos em uma geladeira. É necessário planejar cardápio, embalagem, validade, exposição, preço, comunicação e produção.


Quinto aprendizado: autosserviço precisa de processo e apresentação

O novo modelo amplia a participação do autosserviço em categorias de produtos frescos.

O autosserviço pode oferecer benefícios como:

  • agilidade;

  • redução de filas;

  • compra por impulso;

  • facilidade de comparação;

  • melhor aproveitamento do espaço;

  • disponibilidade durante todo o horário;

  • possibilidade de compras rápidas.

Entretanto, o resultado depende da execução.

Produtos de autosserviço precisam apresentar:

  • embalagem adequada;

  • boa visibilidade;

  • informações claras;

  • peso e preço corretos;

  • validade;

  • conservação;

  • rastreabilidade;

  • aparência;

  • reposição frequente;

  • organização.

No açougue, por exemplo, não basta embalar carnes e colocá-las no expositor. É necessário definir cortes, porções, padrão, rendimento, validade e apresentação.

O autosserviço também não precisa eliminar completamente o atendimento. Cada supermercado deve avaliar o perfil de seus consumidores.

Em algumas lojas, o balcão continua sendo importante para orientação, personalização e relacionamento. Em outras, o autosserviço pode representar a maior parte das vendas.

O aprendizado da Mercadona é observar quais processos geram valor para o cliente e quais apenas aumentam o tempo de espera.


Sexto aprendizado: o layout deve facilitar a compra

A Tienda 9 busca tornar o percurso do consumidor mais intuitivo.

Isso significa organizar produtos de acordo com a maneira como as pessoas compram e utilizam os itens, e não apenas conforme a estrutura interna da empresa.

Um layout eficiente deve ajudar o cliente a:

  • compreender a organização;

  • localizar os setores;

  • encontrar produtos rapidamente;

  • comparar alternativas;

  • descobrir produtos complementares;

  • circular com conforto;

  • acessar os perecíveis;

  • chegar aos caixas sem dificuldade.

A loja pode estar organizada tecnicamente e, mesmo assim, ser confusa para o consumidor.

Para avaliar o layout, o gestor pode observar:

  • clientes procurando placas;

  • perguntas frequentes à equipe;

  • corredores congestionados;

  • pontos de abandono;

  • setores pouco visitados;

  • filas;

  • produtos de alto giro mal posicionados;

  • pontos extras que dificultam a circulação.

Uma compra mais simples não significa obrigatoriamente uma visita mais curta. Quando o consumidor encontra facilmente o que procura, pode utilizar o tempo para conhecer outros produtos em vez de procurar mercadorias básicas.


Sétimo aprendizado: reduzir deslocamentos aumenta a produtividade

A organização por processos também busca melhorar o trabalho da equipe.

Em muitas operações, funcionários perdem tempo caminhando entre depósito, câmara, área de preparação, balança, embalagem e gôndola.

Esses deslocamentos podem parecer pequenos. Entretanto, quando se repetem dezenas ou centenas de vezes por dia, representam muitas horas de trabalho.

A Mercadona procura aproximar atividades relacionadas e melhorar a coordenação entre os profissionais.

Supermercados brasileiros podem observar:

  • distância entre estoque e gôndola;

  • localização das câmaras;

  • posição dos equipamentos;

  • espaço para carrinhos de reposição;

  • sequência da produção;

  • necessidade de buscar insumos em outros setores;

  • comunicação entre equipes;

  • horário das movimentações.

Produtividade não significa apenas trabalhar mais rápido. Significa eliminar deslocamentos, esperas e tarefas que não agregam valor.


Oitavo aprendizado: sustentabilidade também reduz custos

A economia de água e energia apresentada no novo modelo demonstra que sustentabilidade e eficiência operacional podem avançar juntas.

Áreas de preparação distribuídas podem exigir mais equipamentos, pontos de água, limpeza e refrigeração. A centralização permite revisar toda a estrutura.

Entre as oportunidades para supermercados estão:

  • equipamentos mais eficientes;

  • iluminação LED;

  • controle de refrigeração;

  • portas em expositores;

  • recuperação de calor;

  • redução de vazamentos;

  • limpeza planejada;

  • monitoramento do consumo;

  • manutenção preventiva;

  • reaproveitamento de água quando permitido;

  • redução de materiais descartáveis;

  • melhor programação da produção.

A medição precisa acontecer antes e depois das mudanças. Sem indicadores, a empresa não consegue saber se a economia projetada foi realmente alcançada.


Nono aprendizado: ferramentas digitais precisam apoiar a operação

As novas lojas da Mercadona incorporam dispositivos eletrônicos e ferramentas colaborativas para facilitar a autogestão, a tomada de decisões e a execução dos processos.

A tecnologia pode apoiar:

  • planejamento de produção;

  • controle de estoque;

  • reposição;

  • comunicação entre equipes;

  • manutenção;

  • acompanhamento de tarefas;

  • registro de perdas;

  • controle de validade;

  • previsão de demanda;

  • gestão dos pedidos;

  • monitoramento de equipamentos.

Porém, digitalizar um processo ruim não resolve sua causa.

Primeiro, a empresa precisa entender como o trabalho deve acontecer. Depois, a tecnologia pode automatizar, medir e melhorar a execução.


Décimo aprendizado: reformar pode ser mais estratégico do que apenas expandir

A Mercadona está investindo na transformação de lojas existentes, e não apenas na abertura de novas unidades.

Essa decisão reforça uma pergunta importante para qualquer rede:

Antes de crescer em número de lojas, a operação atual está preparada para ser multiplicada?

Quando uma empresa expande um modelo ineficiente, também multiplica:

  • perdas;

  • deslocamentos;

  • retrabalho;

  • estoques;

  • rupturas;

  • falhas de atendimento;

  • custos;

  • problemas de gestão.

Reformar, reorganizar e padronizar as unidades existentes pode gerar crescimento com menor risco.

A produtividade da área atual, a margem por setor e a capacidade da equipe devem ser analisadas antes de decidir por uma ampliação.


O supermercado brasileiro deve copiar a Mercadona?

Não.

Cada mercado possui características diferentes.

O consumidor brasileiro pode valorizar atendimento no açougue, cortes personalizados, relacionamento com funcionários e produção visível. O perfil das lojas, a legislação, os custos e a disponibilidade de mão de obra também são diferentes.

O aprendizado deve acontecer por meio de perguntas:

  • Quais processos da minha loja estão duplicados?

  • Onde a equipe perde tempo?

  • Quais setores poderiam compartilhar equipamentos?

  • O cliente encontra facilmente os produtos?

  • Qual é o papel do balcão e do autosserviço?

  • Existe oportunidade para ampliar refeições prontas?

  • Os perecíveis possuem espaço suficiente?

  • A produção acompanha a demanda?

  • Quanto cada setor consome de água e energia?

  • A loja atual está pronta para ser replicada?

A melhor inovação não é aquela que parece mais moderna. É aquela que resolve um problema real da operação e do consumidor.


Como aplicar os aprendizados da Tienda 9

1. Mapeie os processos

Acompanhe o caminho dos produtos desde o recebimento até a venda.

2. Identifique tarefas duplicadas

Verifique quais setores realizam atividades semelhantes e utilizam equipamentos iguais.

3. Meça os deslocamentos

Observe quanto a equipe caminha para buscar produtos, embalagens, utensílios e informações.

4. Analise os perecíveis

Compare espaço, vendas, margem, perdas, produtividade e frequência gerada por cada setor.

5. Estude a centralização

Avalie quais atividades podem ser reunidas dentro da loja ou em uma Central de Produção.

6. Revise o autosserviço

Teste categorias, cortes, porções e embalagens de acordo com o perfil do cliente.

7. Desenvolva a conveniência

Crie soluções prontas para diferentes momentos de consumo.

8. Simplifique o layout

Facilite a localização dos produtos e organize categorias complementares.

9. Monitore água e energia

Instale indicadores e compare o consumo por área.

10. Teste antes de ampliar

Comece em uma loja, setor ou processo e acompanhe os resultados.


Quais indicadores devem ser acompanhados?

A transformação precisa ser medida por meio de indicadores como:

  • vendas por metro quadrado;

  • margem por metro quadrado;

  • produtividade por funcionário;

  • produção por hora;

  • tempo de reposição;

  • distância percorrida;

  • perdas;

  • rendimento;

  • consumo de energia;

  • consumo de água;

  • ruptura;

  • disponibilidade;

  • giro;

  • ticket médio;

  • taxa de conversão;

  • satisfação do cliente;

  • tempo de espera;

  • retorno sobre o investimento.

A análise deve comparar o resultado anterior com o posterior à mudança.


Perguntas frequentes

O que é a Tienda 9 da Mercadona?

É o novo modelo de supermercado da rede espanhola, organizado por processos e desenvolvido para melhorar produtividade, eficiência e experiência de compra.

Qual é a principal mudança?

A passagem de uma organização baseada em departamentos para uma gestão baseada nos processos realizados dentro da loja.

O que é o Obrador Central?

É uma área que reúne atividades de preparação de produtos frescos, como corte, cocção e embalagem, que anteriormente poderiam estar distribuídas entre diferentes setores.

A Mercadona vai implantar o modelo em todas as lojas?

A empresa prevê uma implantação gradual até 2033, com investimento estimado em 3,7 bilhões de euros.

O modelo amplia os perecíveis?

Sim. A Tienda 9 reserva mais espaço para produtos frescos, autosserviço e soluções prontas para consumo.

O modelo pode ser aplicado no Brasil?

Os princípios podem ser utilizados, mas cada supermercado precisa adaptar as decisões ao comportamento de seus clientes, ao tamanho da operação e à realidade econômica.

Centralizar sempre reduz custos?

Não necessariamente. A centralização precisa ser precedida por análise de volume, investimento, logística, mão de obra, qualidade e retorno financeiro.


O principal aprendizado da Mercadona

O novo modelo da Mercadona mostra que o supermercado do futuro não será definido apenas pela tecnologia ou pela aparência da loja.

O diferencial estará na capacidade de organizar processos, utilizar melhor os recursos, facilitar o trabalho da equipe e entregar mais conveniência ao consumidor.

A Tienda 9 combina:

  • processos mais simples;

  • centralização;

  • perecíveis;

  • autosserviço;

  • refeições prontas;

  • produtividade;

  • sustentabilidade;

  • tecnologia;

  • experiência de compra.

Para os supermercadistas brasileiros, a principal mensagem é clara: antes de investir apenas em expansão, equipamentos ou modernização visual, vale analisar como a operação realmente funciona.

Uma loja mais eficiente não é necessariamente aquela que possui mais recursos. É aquela que elimina desperdícios e concentra pessoas, espaços e equipamentos nas atividades que geram valor para o cliente.


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Para aprofundar os assuntos apresentados, acesse a área de Notícias da Expo Supermercados e procure pelas seguintes matérias:

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  • Como um projeto comercial bem planejado pode aumentar as vendas de uma padaria

  • GMROI no supermercado: como saber se o estoque está realmente gerando retorno


A Expo Supermercados também reúne vídeos de lojas, equipamentos, processos e experiências práticas no canal da Expo Supermercados no YouTube.

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