Por que os supermercados não têm relógios?
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Muitos supermercados não exibem relógios grandes na área de vendas. A explicação mais conhecida é que, sem referências constantes de horário, o cliente pode prestar mais atenção às compras e menos ao tempo de permanência. Essa estratégia é frequentemente associada também a shopping centers e cassinos, mas não existe uma regra determinando que supermercados não possam ter relógios.

A ausência também possui uma explicação prática. Paredes, placas e estruturas suspensas são utilizadas para informar preços, localizar setores, destacar promoções e orientar a circulação. Nesse conjunto de mensagens, um relógio pode não ser considerado prioritário, principalmente porque a maioria dos consumidores já consulta o horário no celular ou no relógio pessoal.
A matéria “Para onde o cliente vai nos primeiros dez segundos dentro do supermercado?”, da ExpoNews, mostra como placas, iluminação, corredores e localização dos setores ajudam a orientar o consumidor. O ambiente interno é planejado para facilitar a compra e manter a atenção nas categorias, embora isso não comprove que retirar relógios, isoladamente, faça o cliente comprar mais.
Nos bastidores, o horário continua sendo essencial. Funcionários precisam controlar abertura, fechamento, produção da padaria, validade, recebimento, trocas de turno e intervalos. Por isso, relógios podem estar presentes em depósitos, áreas de produção, escritórios e sistemas, mesmo quando não aparecem de forma destacada para o público.
O vídeo “A estratégia de layout que aumentou as vendas no Açougue, Padaria e Hortifrúti”, publicado no canal oficial da Expo Supermercados, complementa o assunto ao mostrar como o espaço direciona a jornada de compra. Mais do que esconder o horário, a falta de relógios costuma fazer parte de um ambiente em que produtos, preços e setores recebem prioridade visual.





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