Qualidade e preço no hortifrúti: o equilíbrio que o supermercado precisa buscar todos os dias
- há 14 horas
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A seção de hortifrúti é uma das mais sensíveis e estratégicas do supermercado. É ali que o cliente forma uma das primeiras impressões da loja. Cor, frescor, organização e aparência comunicam muito antes do preço. Por isso, a busca pela qualidade precisa ser diária, constante e inegociável.

Quem trabalha com hortifrúti sabe que qualidade não depende apenas do supermercado. Ela varia conforme a safra, o clima, o fornecedor, a logística e o momento do mercado. Nem sempre o produto chega com o padrão ideal — e isso faz parte da realidade do setor. O que não pode mudar é a postura do supermercadista: estar sempre brigando pela qualidade, selecionando melhor, negociando com fornecedores e cuidando da exposição.
Existe, porém, um ponto importante que precisa ser compreendido: qualidade e preço nem sempre caminham juntos. Quando o supermercado entrega um produto de altíssima qualidade, fresco, bonito e bem selecionado, dificilmente conseguirá praticar o menor preço do mercado. E tudo bem. O cliente precisa entender isso — e muitos entendem.

O erro está em tentar prometer os dois extremos ao mesmo tempo: máxima qualidade com preço mínimo. Na prática, isso não se sustenta. Se o supermercado optar por trabalhar qualidade superior, o preço será um pouco maior. Se optar por preço muito baixo, provavelmente terá que abrir mão de parte da qualidade. O segredo está em definir claramente o posicionamento da loja e o perfil do cliente.
Supermercados que comunicam bem essa proposta conseguem fidelizar. O cliente que valoriza qualidade aceita pagar um pouco mais quando percebe frescor, durabilidade e bom rendimento em casa. Já outros clientes preferem preço e aceitam um padrão visual mais simples. Ambos os perfis podem ser atendidos, desde que haja transparência, organização e coerência.
O mais importante é não abrir mão do cuidado diário: retirar produtos fora do padrão, repor corretamente, manter limpeza, usar recursos como nebulização, boa iluminação e exposição atrativa. Esses detalhes agregam valor e ajudam o cliente a perceber que ali existe compromisso com o que é oferecido.
Em resumo, no hortifrúti não existe fórmula mágica. Existe gestão, critério e decisão estratégica. Buscar qualidade todos os dias é obrigação. Ajustar o preço de forma justa é inteligência. Tentar entregar os dois no extremo, ao mesmo tempo, não funciona. O supermercado que entende esse equilíbrio constrói confiança, fortalece sua imagem e vende mais — de forma sustentável.














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