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Quick commerce: velocidade que pressiona custos e desafia a rentabilidade

há 5 horas
1 min de leitura

O quick commerce propõe entregas realizadas em pouco tempo, atendendo compras emergenciais e missões de conveniência. Para o cliente, a promessa é simples: pedir e receber rapidamente. Para o supermercado, entretanto, essa velocidade exige estoque disponível, separação ágil e logística preparada.


Área de retirada do iFood em loja vazia, com balcão, porta preta, banco e placa CLICQUE E RETIRE em destaque.

Prazos muito curtos podem elevar custos com equipe, tecnologia, embalagem e entrega. Também reduzem a margem para corrigir erros. Um cadastro incorreto, um produto fora do lugar ou uma divergência de estoque que seria resolvida em uma operação convencional pode provocar atraso ou cancelamento.


A matéria “O cliente não conhece o organograma: ele percebe a experiência” mostra por que compras, estoque, reposição, marketing e atendimento precisam funcionar integrados. No quick commerce, essa integração se torna ainda mais importante porque os problemas aparecem imediatamente para o consumidor.


Nem todo pedido precisa chegar em poucos minutos. A loja pode segmentar a operação por distância, horário, tipo de compra e disponibilidade. Entregas rápidas podem funcionar para cestas menores e áreas próximas, enquanto compras maiores recebem prazos compatíveis com a separação e o transporte.


Tempo médio, custo por pedido, margem, cancelamentos, atrasos, substituições e taxa de recompra devem ser avaliados em conjunto. Velocidade é um benefício, mas somente representa progresso quando o prazo prometido cabe na estrutura e na rentabilidade do supermercado.


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