Urano BA37C no açougue: Max Castro demonstra etiquetagem rápida e profissional
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No açougue, produtividade não depende apenas da velocidade do profissional com a faca. O resultado também passa pela organização da bancada, pela padronização das embalagens e pela eficiência das etapas de pesagem e etiquetagem. Em vídeo publicado pela Expo Supermercados, Max Castro, consultor especializado em açougues, demonstra na prática como a balança etiquetadora Urano BA37C pode simplificar uma dessas etapas.

Na demonstração, a balança é programada para trabalhar no modo de pré-empacotamento. A tara da embalagem e o código do produto ficam previamente cadastrados. Depois dessa configuração, o operador coloca a bandeja com a carne sobre a balança e, quando o peso se estabiliza, o equipamento realiza a pesagem e imprime a etiqueta automaticamente. Não é necessário apertar novamente o comando de impressão a cada embalagem.
Essa combinação entre tara predeterminada, produto cadastrado e impressão automática elimina comandos repetitivos e torna o fluxo mais simples. Para o supermercado, o benefício está em produzir e etiquetar bandejas com mais regularidade, mantendo a equipe concentrada na montagem, na conferência e no abastecimento do autosserviço.
Como funciona o pré-empacotamento com a Urano BA37C?
O pré-empacotamento é a preparação antecipada de produtos que serão colocados em exposição para o cliente. No açougue, isso pode envolver cortes bovinos, suínos, aves, carnes temperadas e outras apresentações organizadas em bandejas ou recipientes apropriados.
Antes de iniciar a produção, o supermercado cadastra na balança o produto que será embalado. Esse cadastro pode reunir identificação, preço, código de barras e outros dados que a operação precisa apresentar na etiqueta. Para embalagens padronizadas, também é possível associar ao produto o valor da tara, ou seja, o peso da bandeja ou do recipiente que não deve ser cobrado como carne.
O processo demonstrado por Max Castro funciona da seguinte maneira:
O produto e a tara da embalagem ficam cadastrados;
o operador seleciona o produto que será preparado;
a bandeja com a carne é colocada sobre a balança;
o equipamento desconta a tara cadastrada;
quando o peso se estabiliza, a etiqueta é impressa automaticamente;
o operador confere as informações, aplica a etiqueta e segue para a próxima bandeja.
Segundo a Urano, a linha BA37 permite cadastrar uma tara predeterminada individualmente para até 10 mil produtos. No modo automático, a impressão da etiqueta ocorre quando o peso colocado sobre a área de pesagem se estabiliza. Confira as especificações oficiais da linha BA37.
O que é a tara predeterminada?
A tara corresponde ao peso da embalagem utilizada para acondicionar o produto. Se uma bandeja vazia pesa 10 gramas, por exemplo, esses 10 gramas precisam ser descontados para que a etiqueta apresente o peso líquido da carne.
Quando o mesmo tipo de embalagem é utilizado repetidamente, o peso pode ser associado ao cadastro do produto. Dessa forma, o operador não precisa informar a tara em cada pesagem. Além de economizar uma etapa, esse processo reduz o risco de esquecer o desconto da embalagem durante uma sequência de produção.
O recurso exige padronização. A tara cadastrada deve corresponder à embalagem realmente utilizada. Se o açougue trocar a bandeja ou acrescentar um material diferente, a configuração deverá ser revisada.
Por que a impressão automática aumenta a produtividade?
Em uma produção de poucas bandejas, apertar uma tecla a mais pode parecer irrelevante. Quando o açougue prepara dezenas ou centenas de embalagens, cada comando repetido consome tempo, interrompe o ritmo e cria mais uma oportunidade de erro operacional.
Com a impressão automática, o ciclo torna-se contínuo: colocar a bandeja, aguardar a estabilização do peso, retirar a etiqueta e seguir para a próxima unidade. O profissional continua responsável pela conferência, mas deixa de repetir manualmente o comando de impressão.
Esse é um dos principais aprendizados da demonstração de Max Castro: uma automação útil não precisa tornar o trabalho complicado. Quando bem configurada, ela reduz movimentos desnecessários e deixa o processo mais previsível para a equipe.
Benefícios da BA37C para o açougue
A utilização adequada da balança pode contribuir para:
Aumentar a agilidade na produção das bandejas;
padronizar a rotina de pesagem e etiquetagem;
descontar corretamente o peso da embalagem;
melhorar a apresentação das etiquetas;
reduzir comandos repetitivos;
diminuir reimpressões provocadas por falhas operacionais;
facilitar o treinamento dos colaboradores;
organizar o abastecimento do autosserviço;
integrar a pesagem ao cadastro do supermercado;
melhorar a identificação dos produtos no checkout.
O ganho real dependerá do volume de produção, da organização da bancada, da qualidade dos cadastros e do treinamento dos operadores.
Principais recursos da linha BA37
A BA37C é o modelo com coluna da família BA37. Conforme as informações oficiais da Urano, a linha oferece:
Capacidade máxima de 31 quilos;
três faixas de pesagem;
cadastro de até 10 mil produtos;
tara e tara predeterminada;
impressão automática;
venda por peso ou unidade;
utilização no atendimento e no pré-empacotamento;
versões com comunicação Ethernet ou Wi-Fi/Ethernet;
configuração de rede por IP fixo ou DHCP;
gerenciamento pelo Urano Connect;
diferentes formatos de códigos de barras;
etiquetas com até 60 milímetros de largura;
teclas de acesso rápido.
Na BA37C com coluna, o teclado possui 63 teclas e pode associar até três produtos a cada uma, permitindo acesso rápido a até 189 itens. O modelo também oferece uma área de pesagem maior, de 350 por 260 milímetros.
Como implantar o pré-empacotamento corretamente
Padronize as embalagens
Defina qual bandeja ou recipiente será utilizado em cada apresentação. Pese algumas embalagens vazias e verifique se existe variação relevante antes de cadastrar a tara.
Revise o cadastro dos produtos
Confira descrição, código, preço, unidade de venda, tara, modelo de etiqueta e demais informações. Se houver integração com o sistema de gestão, valide como as atualizações serão enviadas para a balança.
Organize a bancada
Posicione carnes, bandejas, filme, etiquetas e utensílios de forma a reduzir deslocamentos. A produtividade do equipamento será limitada se o restante da estação de trabalho estiver desorganizado.
Treine os operadores
A equipe precisa saber selecionar o produto correto, identificar a embalagem cadastrada, conferir a etiqueta, trocar o rolo e reconhecer possíveis divergências.
Faça uma unidade de teste
Antes de produzir um lote, pese e etiquete uma bandeja. Confira o peso líquido, o preço, a descrição, o código e as demais informações. Isso evita que um cadastro incorreto seja repetido em toda a produção.
Mantenha a conferência humana
O modo automático não elimina a necessidade de controle. Embalagens diferentes, resíduos sobre a área de pesagem, produtos selecionados incorretamente ou preços desatualizados podem comprometer o resultado.

Como medir o resultado da automação?
O supermercado pode comparar a operação antes e depois da implantação, acompanhando indicadores como:
Bandejas produzidas por hora;
tempo médio de pesagem e etiquetagem;
etiquetas reimpressas;
etiquetas descartadas;
divergências encontradas na conferência;
interrupções por falhas de cadastro;
ruptura de produtos no autosserviço;
sobras de bandejas no final do período.
Produzir mais não é suficiente quando a loja gera excesso, perde validade ou aumenta o desperdício. O objetivo deve ser preparar a quantidade adequada, com informações corretas e no momento necessário.
Para aprofundar a escolha, consulte o guia sobre qual é a melhor balança para cada setor do supermercado e a comparação entre as balanças etiquetadoras BA37, B35C e B40.
Tecnologia deve apoiar a gestão do açougue
A demonstração de Max Castro evidencia que a balança não serve apenas para pesar. Quando utilizada com cadastros confiáveis e um método de produção definido, ela também participa do controle operacional, da apresentação do produto e da produtividade da equipe.
A pesagem ainda é indispensável para calcular o rendimento das peças e conhecer o custo real dos cortes. A Expo Supermercados apresenta essa relação no conteúdo sobre receita, rendimento e custo de cada corte no açougue.
O ponto central é simples: tecnologia entrega mais valor quando existe processo. A Urano BA37C pode acelerar a etiquetagem, mas o resultado depende de embalagens padronizadas, produtos corretamente cadastrados, equipe treinada e conferência permanente.

Perguntas frequentes
O que a Urano BA37C faz no açougue?
A BA37C pesa produtos, calcula valores e imprime etiquetas. Pode ser utilizada no balcão ou no pré-empacotamento de carnes.
Como funciona a impressão automática?
Depois que o produto é selecionado, a balança imprime a etiqueta quando o peso se estabiliza, sem exigir um novo comando manual em cada operação.
O que é tara predeterminada?
É o peso da embalagem associado ao cadastro do produto. A balança desconta esse valor para calcular o peso líquido.
Quantos produtos podem ser cadastrados?
Segundo a Urano, a linha BA37 permite cadastrar até 10 mil produtos.
A BA37C funciona com Wi-Fi?
Existem versões da BA37C com comunicação Wi-Fi/Ethernet e configurações Ethernet.
A BA37C pode ser usada no pré-empacotamento?
Sim. A linha foi desenvolvida para atender tanto à venda direta quanto à preparação de produtos destinados à exposição.








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