O crescimento do supermercado on-line: como transformar conveniência em vendas e rentabilidade
- 6 de ago.
- 12 min de leitura
Por Fabiano Polese, diretor da Expo Supermercados
O supermercado on-line está deixando de ser apenas um serviço complementar. Para muitos consumidores, pesquisar preços, consultar produtos, montar o carrinho, escolher o horário da entrega e receber a compra em casa já faz parte da rotina.
Esse movimento cria novas oportunidades para supermercados de todos os portes. A loja pode alcançar clientes que não conseguiriam visitá-la, atender pessoas com pouco tempo, ampliar o relacionamento com consumidores da região e aproveitar sua estrutura física como ponto de separação e retirada.
Mas vender pela internet não significa apenas receber um pedido pelo site ou WhatsApp.
O supermercado on-line precisa integrar estoque, cadastro, preços, promoções, meios de pagamento, separação, substituições, produtos perecíveis, embalagem, logística e atendimento. Se uma dessas etapas falhar, o cliente percebe rapidamente.
No ambiente digital, uma ruptura não é apenas uma prateleira vazia. Pode ser um produto que aparece disponível no site, entra no carrinho, é pago e depois precisa ser retirado do pedido porque não foi encontrado na loja.
Por isso, o crescimento do supermercado on-line precisa ser acompanhado por maturidade operacional.

O comércio eletrônico continua avançando
O crescimento digital não acontece apenas no varejo alimentar. Ele faz parte de uma transformação mais ampla do comportamento de compra.
A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico projeta que o faturamento do e-commerce brasileiro poderá chegar a aproximadamente R$ 350 bilhões até 2029. Os dados estão disponíveis em Mercado digital: oportunidades e desafios.
Embora a projeção envolva diferentes categorias do varejo, ela mostra que milhões de consumidores estão cada vez mais acostumados a pesquisar, comparar, pagar e acompanhar compras pela internet.
No varejo alimentar europeu, o relatório The State of Grocery Retail Europe 2026, da McKinsey, apontou crescimento de 6,8% nas vendas on-line entre 2024 e 2025.
O estudo também apresenta um alerta: o avanço varia muito entre países, regiões urbanas e áreas rurais. Isso mostra que não existe um único modelo capaz de funcionar igualmente em todos os mercados.
No Brasil, a expansão da concorrência digital pode ser observada em movimentos recentes. Em março de 2026, a Amazon lançou um serviço de entrega rápida de produtos essenciais e alimentos, inicialmente em São Paulo, em parceria com a Rappi. A empresa afirmou que o Brasil está entre suas prioridades de investimento.
Outra iniciativa foi a parceria entre Mercado Livre e Assaí. O projeto começou com alimentos não perecíveis e produtos de higiene, utilizando a estrutura de armazenagem e entrega da plataforma.
Esses movimentos mostram que a concorrência pelo cliente do supermercado não acontece somente entre lojas físicas da mesma região. Plataformas, aplicativos, marketplaces e empresas de tecnologia também estão disputando essas compras.
Por que o consumidor compra supermercado pela internet?
O principal benefício é a conveniência.
O consumidor pode:
comprar sem sair de casa;
economizar tempo;
repetir pedidos anteriores;
comparar produtos e preços;
evitar filas;
escolher o horário de entrega;
retirar a compra pronta;
enviar produtos para outro endereço;
acompanhar promoções;
planejar melhor a compra;
consultar informações antes da decisão.
Para famílias que realizam compras grandes, a entrega pode evitar o transporte de produtos pesados e volumosos. Para quem precisa de poucos itens, a compra digital pode resolver uma necessidade imediata.
Isso significa que o supermercado on-line não concorre apenas pelo preço. Ele também concorre pelo tempo e pela facilidade oferecidos ao cliente.
Supermercado on-line não é apenas um site
A presença digital pode assumir diferentes formatos.
Pedidos pelo WhatsApp
É uma alternativa acessível para supermercados pequenos e médios. O cliente envia sua lista, recebe informações, confirma possíveis substituições e escolhe entre retirada ou entrega.
O desafio aparece quando o volume cresce. Pedidos enviados em textos, fotografias e mensagens de voz podem gerar erros e exigir muito tempo da equipe.
Catálogo digital
O catálogo organiza produtos, preços e categorias. Pode funcionar como uma etapa intermediária entre o atendimento manual e uma plataforma completa.
Site de comércio eletrônico
Permite que o cliente pesquise, selecione produtos, monte o carrinho, escolha o pagamento e acompanhe o pedido.
A plataforma precisa estar integrada ao cadastro e, sempre que possível, à posição de estoque.
Aplicativo
Pode reunir compras, promoções, programa de fidelidade, histórico, listas, pagamentos e atendimento.
Um aplicativo só gera resultado quando oferece utilidade. Obrigar o consumidor a instalar uma ferramenta lenta ou pouco funcional pode aumentar o abandono.
Marketplace
Plataformas de terceiros permitem alcançar uma base maior de usuários e utilizar serviços de pagamento, tecnologia ou entrega.
Em contrapartida, podem existir taxas, menor controle da experiência e dependência das regras da plataforma.
Clique e retire
O cliente compra on-line e busca o pedido pronto na loja. Esse modelo reduz o custo da última milha e pode gerar compras adicionais durante a retirada.
Entrega agendada
A loja organiza rotas e horários com antecedência. É adequada para compras maiores e pode aumentar a produtividade logística.
Entrega rápida
Procura atender pedidos urgentes em poucos minutos ou horas. Exige estoque próximo, separação ágil e alta densidade de pedidos para controlar os custos.
Cada supermercado pode combinar diferentes formatos. O importante é escolher um modelo compatível com o comportamento dos clientes e a capacidade operacional da empresa.
O futuro é omnichannel
A discussão não deve ficar limitada a loja física ou loja on-line.
O consumidor pode pesquisar no celular, visitar a loja, comprar pelo aplicativo, retirar no estacionamento, solicitar uma troca pelo WhatsApp e voltar a comprar presencialmente.
Para ele, tudo pertence ao mesmo supermercado.
A matéria O futuro do e-commerce nos supermercados: quando o digital deixa de ser um canal separado mostra como as lojas físicas podem funcionar como pontos de separação, retirada e apoio para entregas.
Uma operação omnichannel deve procurar integrar:
cadastro de clientes;
preços;
promoções;
estoque;
programa de fidelidade;
histórico de compras;
meios de pagamento;
trocas;
atendimento;
retirada;
entrega.
Quando os canais não conversam, surgem problemas. O cliente encontra um preço no aplicativo e outro na loja, possui um benefício que não funciona on-line ou precisa repetir todas as informações ao mudar de canal.
A loja física pode se transformar em um centro de atendimento digital
A estrutura já existente pode ser utilizada para atender os pedidos da região.
A loja pode atuar como:
ponto de separação;
ponto de retirada;
base para entregas;
espaço para trocas;
pequeno centro de distribuição local;
apoio para pedidos rápidos.
Esse modelo aproveita a proximidade com o consumidor, mas cria novos desafios dentro da operação.
Separadores circulando pelos mesmos corredores dos clientes podem gerar congestionamento. A retirada de produtos das gôndolas para o e-commerce pode provocar rupturas no salão. Pedidos acumulados podem ocupar áreas inadequadas.
Por isso, o crescimento precisa ser planejado.
Quando o volume aumenta, a empresa pode avaliar:
horários específicos para separação;
carrinhos apropriados;
áreas de conferência;
espaços refrigerados para pedidos;
pontos exclusivos de retirada;
estoque dedicado;
organização por zonas;
separação em ondas;
loja ou área exclusiva para pedidos digitais.
Estoque correto é a base do supermercado on-line
No ambiente físico, o cliente vê que um produto acabou e pode escolher outro. No digital, ele pode comprar acreditando que receberá exatamente o item apresentado.
Essa diferença torna a precisão do estoque ainda mais importante.
A operação precisa controlar:
entradas;
vendas;
perdas;
avarias;
vencimentos;
produtos em separação;
pedidos reservados;
devoluções;
cancelamentos;
divergências entre estoque físico e sistema.
Uma unidade que aparece disponível no sistema pode estar danificada, vencida, reservada ou perdida em outra área da loja.
Por isso, o estoque destinado à venda digital não deve considerar automaticamente todas as unidades registradas. O supermercado pode trabalhar com uma margem de segurança, principalmente em itens de alta demanda ou com maior risco de divergência.
Para aprofundar esse tema, consulte Gestão de estoque no supermercado: como evitar perdas e aumentar o lucro.
A inteligência artificial também pode ajudar na previsão de demanda, reposição e identificação de possíveis rupturas. Veja Como a Inteligência Artificial da Kikker está transformando o controle de estoque.
O cadastro de produtos precisa ser completo
No comércio eletrônico, o cadastro substitui parte da experiência física.
Na loja, o cliente pode segurar a embalagem, ler o rótulo, conferir o tamanho e observar o produto. On-line, depende das informações disponíveis na tela.
Cada item deve apresentar:
nome correto;
marca;
peso ou volume;
fotografia atualizada;
descrição;
categoria;
preço;
quantidade;
informações exigidas;
orientações de conservação;
disponibilidade;
identificação adequada das variações.
Erros no cadastro podem provocar devoluções e reclamações. Fotografias de uma embalagem antiga, peso incorreto ou descrição incompleta prejudicam a confiança.
A busca também precisa entender como o cliente procura os produtos. Ele pode pesquisar por marca, categoria, finalidade, tamanho, sabor ou nome popular.
Como organizar a separação dos pedidos?
A separação, também chamada de picking, é uma das atividades mais importantes do supermercado on-line.
O profissional precisa localizar os produtos, conferir quantidade, avaliar qualidade, respeitar temperaturas e finalizar o pedido dentro do prazo.
Algumas boas práticas são:
organizar a sequência conforme o layout;
separar produtos secos antes dos refrigerados e congelados;
utilizar leitura de código de barras;
conferir peso e quantidade;
definir padrões para perecíveis;
evitar produtos danificados;
controlar validade;
identificar pedidos durante todo o processo;
conferir antes da expedição;
armazenar cada pedido na temperatura adequada;
registrar produtos não encontrados.
O tempo de separação precisa ser acompanhado. Caminhadas desnecessárias aumentam o custo de cada pedido.
Uma forma de melhorar a produtividade é dividir a loja em zonas. Diferentes profissionais podem separar mercearia, higiene, hortifrúti, açougue e congelados. Depois, o sistema reúne o pedido na área de conferência.
Essa estrutura pode funcionar bem em operações maiores, desde que a consolidação seja organizada e evite trocas entre pedidos.
Perecíveis exigem critérios claros
O cliente espera que o separador escolha frutas, verduras, carnes, frios e produtos de padaria com o mesmo cuidado que ele teria.
A equipe precisa ser treinada para observar:
qualidade;
maturação;
aparência;
integridade;
peso;
validade;
temperatura;
preferência informada pelo consumidor.
O sistema pode permitir orientações, como escolher frutas mais maduras ou produtos com determinadas características. Quando isso não for possível, o supermercado deve criar um padrão interno de seleção.
O descuido com um único item perecível pode comprometer a percepção sobre todo o pedido.
Como trabalhar as substituições?
A ruptura faz parte do varejo, mas precisa ser tratada de maneira transparente.
O supermercado pode oferecer opções como:
não substituir;
substituir por produto semelhante;
permitir substituição até determinado valor;
entrar em contato com o cliente;
apresentar alternativas pelo aplicativo;
gerar crédito ou estorno.
A equipe não deve decidir apenas com base no preço. Marca, tamanho, versão, sabor e finalidade também podem ser importantes.
O histórico pode ajudar a identificar quais substituições costumam ser aceitas. Entretanto, a preferência registrada pelo cliente deve ser respeitada.
Embalagem e cadeia de frio
O pedido precisa chegar organizado, protegido e nas condições adequadas.
A embalagem deve separar:
produtos de higiene dos alimentos;
itens frágeis dos produtos pesados;
congelados;
refrigerados;
produtos que podem vazar;
frutas e verduras sensíveis;
itens de padaria;
produtos de limpeza.
A empresa também precisa considerar o tempo entre separação e entrega. Produtos refrigerados e congelados não podem permanecer aguardando em qualquer área.
Equipamentos, caixas térmicas, espaços refrigerados e controle de expedição devem ser dimensionados conforme o volume e as características dos pedidos.
A última milha pode consumir a margem
Um dos maiores desafios do supermercado on-line é fazer o pedido chegar ao cliente com um custo aceitável.
A chamada última milha inclui o trecho final entre a loja, centro de distribuição ou ponto de separação e o endereço da entrega.
O custo envolve:
entregador;
veículo;
combustível;
manutenção;
plataforma;
roteirização;
embalagem;
tempo de espera;
tentativas de entrega;
devoluções;
atendimento;
produtos danificados;
controle de temperatura.
Como mostra o artigo Logística da última milha: o desafio que pode definir a rentabilidade do delivery, existe uma diferença importante entre vender mais e ganhar mais.
Em regiões com poucos pedidos e grandes distâncias, o custo por entrega pode ser elevado. Em áreas com maior densidade, vários pedidos podem ser agrupados na mesma rota.
O supermercado pode testar:
entrega agendada;
faixas de horário;
pedido mínimo;
frete conforme distância;
retirada gratuita;
rotas por bairros;
dias específicos por região;
parceiros logísticos;
entrega própria;
benefícios vinculados à fidelidade.
Como calcular a rentabilidade de cada pedido?
O faturamento digital não deve ser analisado isoladamente.
A empresa precisa criar uma demonstração de resultado do canal, considerando:
venda líquida;
custo das mercadorias;
descontos;
taxas de pagamento;
comissão da plataforma;
tempo de separação;
conferência;
embalagens;
entrega;
frete subsidiado;
devoluções;
estornos;
erros;
atendimento;
tecnologia;
marketing.
Uma análise inicial pode utilizar:
Margem de contribuição do pedido = receita líquida – custos das mercadorias – despesas variáveis do pedido
Se a contribuição for negativa, aumentar o número de pedidos pode ampliar o prejuízo.
Isso não significa que todo pedido precise apresentar o mesmo resultado. A empresa pode utilizar entregas promocionais para conquistar clientes ou aumentar frequência. Porém, essas decisões devem ser planejadas, medidas e limitadas.
O supermercado pequeno também pode vender on-line
Não é necessário começar com um aplicativo complexo.
Uma operação inicial pode utilizar:
WhatsApp comercial;
catálogo organizado;
forma clara de pagamento;
área de atendimento definida;
horários de entrega;
retirada na loja;
equipe treinada;
planilha ou sistema para acompanhar pedidos;
divulgação nas redes sociais.
O objetivo inicial deve ser validar a demanda e construir processos.
Quando os pedidos aumentarem, o supermercado poderá investir em integração, automação, roteirização e plataforma própria.
Começar de forma simples não significa trabalhar sem controle. Mesmo no WhatsApp, a empresa precisa registrar pedidos, horários, produtos faltantes, custos e reclamações.
A jornada de compra precisa ser simples
A pesquisa publicada pela Expo Supermercados sobre a maturidade digital do varejo brasileiro mostra que apenas 36,7% das empresas avaliadas estavam em estágio avançado, abaixo da média latino-americana de 43,3%.
O estudo destaca dificuldades em processos como finalização da compra, integração entre site e aplicativo, consulta de estoque e continuidade da jornada entre canais. Leia em Varejo brasileiro melhora entregas, mas ainda encontra dificuldades na maturidade digital.
O cliente deve conseguir:
encontrar produtos;
aplicar filtros;
entender preços;
verificar o valor do frete;
consultar disponibilidade;
montar o carrinho;
selecionar entrega ou retirada;
pagar;
acompanhar o pedido;
solicitar atendimento.
Cadastros extensos, páginas lentas e etapas desnecessárias aumentam o abandono.
Personalização e inteligência artificial
O supermercado on-line gera dados que podem ajudar a compreender o consumidor.
Com autorização e utilização responsável, a empresa pode analisar:
frequência;
categorias compradas;
produtos recorrentes;
sensibilidade a promoções;
horário dos pedidos;
endereço aproximado;
preferências;
itens abandonados;
histórico de substituições.
Essas informações podem apoiar:
listas de compras recorrentes;
lembretes;
recomendações;
ofertas personalizadas;
previsão de demanda;
recuperação de carrinhos;
alertas de disponibilidade;
organização das rotas;
prevenção de rupturas.
A personalização precisa ser útil, transparente e compatível com as regras de proteção de dados.
Quais indicadores acompanhar?
O supermercado deve acompanhar indicadores comerciais, operacionais e financeiros.
Indicadores de vendas
faturamento on-line;
número de pedidos;
ticket médio;
itens por pedido;
taxa de conversão;
frequência;
recompra;
participação digital no faturamento.
Indicadores operacionais
tempo de separação;
itens separados por hora;
pedidos por funcionário;
percentual de itens encontrados;
taxa de substituição;
erros;
cancelamentos;
tempo entre pedido e expedição.
Indicadores logísticos
custo por entrega;
distância média;
pedidos por rota;
entregas no prazo;
tentativas adicionais;
devoluções;
tempo total da entrega.
Indicadores financeiros
margem por pedido;
comissão das plataformas;
custo de embalagem;
custo de separação;
frete subsidiado;
custo de aquisição de clientes;
retorno das campanhas;
resultado total do canal.
Indicadores de experiência
reclamações;
avaliações;
qualidade dos perecíveis;
pedidos completos;
satisfação;
recompra;
tempo de resposta.
Um dos indicadores mais importantes é o pedido perfeito: entregue no prazo, completo, sem avarias, com produtos corretos e na temperatura adequada.
Principais erros do supermercado on-line
Mostrar estoque inexistente
A divergência gera cancelamento, substituição e perda de confiança.
Não calcular os custos
Faturamento elevado não garante rentabilidade quando separação e entrega consomem a margem.
Utilizar qualquer funcionário como separador
O profissional precisa conhecer produtos, validade, perecíveis, substituições e padrões de qualidade.
Prometer prazos impossíveis
A velocidade não deve comprometer a precisão e a conservação dos produtos.
Não responder ao cliente
O atendimento digital precisa acompanhar dúvidas, atrasos, estornos e reclamações.
Não integrar promoções
Diferenças sem explicação entre canais geram insatisfação.
Criar aplicativo sem utilidade
A tecnologia precisa facilitar a compra, e não apenas representar uma aparência de modernização.
Ignorar a retirada na loja
O clique e retire pode atender clientes que desejam conveniência sem pagar pela entrega.
Crescer antes de padronizar
Aumentar o volume de pedidos sem processos definidos multiplica erros e retrabalho.
Plano prático para iniciar ou melhorar o canal digital
Primeira etapa: conheça a demanda
Pesquise como os clientes gostariam de comprar.
Analise bairros e distâncias.
Defina entrega, retirada ou os dois.
Avalie a concorrência regional.
Escolha um raio inicial de atendimento.
Segunda etapa: organize a operação
Revise o cadastro.
Melhore a precisão do estoque.
Defina responsáveis.
Crie padrões para perecíveis e substituições.
Organize separação, conferência e armazenamento.
Calcule o custo por pedido.
Terceira etapa: realize um projeto-piloto
Comece em uma região limitada.
Estabeleça horários.
Controle o número de pedidos.
Registre erros e reclamações.
Meça separação e entrega.
Quarta etapa: corrija antes de crescer
Ajuste o mix.
Melhore o sistema.
Revise rotas.
Treine a equipe.
Automatize atividades repetitivas.
Amplie gradualmente a área atendida.
O principal aprendizado para o supermercadista
O supermercado on-line cresce porque resolve uma necessidade real: comprar alimentos e produtos para o lar com mais conveniência.
Entretanto, o canal digital não deve ser tratado como uma vitrine separada da operação. Ele depende de tudo aquilo que já acontece dentro da loja: compra, cadastro, estoque, preço, reposição, qualidade, atendimento e logística.
A tecnologia facilita o pedido, mas é a operação que cumpre a promessa.
O supermercado que entregar produtos corretos, no horário combinado, com qualidade e atendimento eficiente poderá construir um relacionamento que continua tanto no ambiente digital quanto na loja física.
O futuro não será apenas on-line ou presencial.
Será integrado.
Perguntas frequentes sobre supermercado on-line
O que é um supermercado on-line?
É uma operação que permite pesquisar e comprar produtos de supermercado por canais digitais, com entrega ou retirada.
É necessário ter um aplicativo?
Não. O supermercado pode começar com WhatsApp, catálogo digital ou site. O canal deve ser adequado ao volume e ao perfil dos clientes.
Marketplace ou plataforma própria?
O marketplace oferece alcance e estrutura, mas pode cobrar comissões e limitar o controle da experiência. A plataforma própria aumenta o controle, mas exige investimento e gestão.
Como evitar vendas de produtos sem estoque?
Integre sistemas, realize inventários, registre perdas rapidamente e trabalhe com uma margem de segurança para itens sujeitos a divergências.
O que fazer quando um produto está em falta?
Permita que o cliente escolha entre substituição, contato, retirada do item, crédito ou estorno.
Delivery de supermercado é rentável?
Pode ser, desde que a empresa controle margem, separação, embalagem, entrega, taxas, erros e frequência dos pedidos.
Como melhorar a escolha de perecíveis?
Crie padrões, treine separadores e permita que o cliente informe preferências sempre que possível.
O que é clique e retire?
É o modelo no qual o consumidor compra on-line e busca o pedido pronto na loja ou em um ponto de retirada.
Qual indicador mostra a qualidade da operação?
O pedido perfeito é um dos principais: completo, correto, no prazo, sem avarias e nas condições adequadas.
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