Estoque parado também é perda para o supermercado?
O produto ainda está dentro da loja, não foi danificado e continua disponível para venda. Mesmo assim, pode estar provocando perdas. Mercadorias com baixo giro ocupam espaço, consomem capital, aumentam o risco de vencimento e impedem que outros produtos mais relevantes sejam comprados e expostos.

Estoque parado pode surgir por compras acima da demanda, lançamentos sem acompanhamento, promoções mal dimensionadas, mudanças no comportamento do consumidor ou manutenção de itens que perderam sua função no mix. O problema também aparece quando o supermercado avalia apenas a quantidade vendida e não considera cobertura, margem, validade e retorno sobre o investimento.
A reportagem “Gestão de estoque no supermercado: como evitar perdas e aumentar o lucro”, da Expo Supermercados, lembra que o estoque representa dinheiro parado ou em movimento. Um produto pode apresentar boa margem percentual, mas entregar pouco resultado quando permanece meses armazenado.
A solução não deve começar com descontos aplicados indiscriminadamente. Primeiro, é necessário entender por que o produto não gira. Mudança de exposição, venda combinada, revisão do preço, negociação com o fornecedor ou transferência entre lojas podem recuperar parte da venda. O vídeo “Da loja à retaguarda: conheça a operação completa de um supermercado”, do canal oficial da Expo Supermercados, mostra como estoque e área de vendas fazem parte do mesmo fluxo operacional.
O gestor pode começar classificando os produtos por tempo sem venda, cobertura, valor imobilizado e risco de vencimento. Depois, deve definir ações, responsáveis e prazos. Estoque parado não desaparece sozinho: quanto mais tempo a decisão demora, menor costuma ser a possibilidade de recuperar o capital investido.





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