Hortifrúti cheio transmite variedade ou aumenta as perdas?
Bancas cheias e coloridas podem transmitir abundância, frescor e variedade. Entretanto, quando o volume exposto supera a demanda, as frutas, verduras e hortaliças permanecem por mais tempo sob iluminação, temperatura ambiente e manuseio dos clientes. A imagem de fartura pode terminar em amassados, murchamento e descarte.

Uma boa exposição não depende apenas da quantidade real de produtos. Cestos menores, divisórias, fundos elevados e bancas com profundidade adequada podem criar uma apresentação atrativa com menos peso sobre as peças. A reposição frequente ajuda a manter a percepção de setor abastecido sem concentrar todo o estoque na área de vendas.
A reportagem “Como reduzir perdas no hortifrúti com técnicas simples de manuseio e exposição”, da Expo Supermercados, recomenda adaptar o volume exposto ao fluxo da loja. Horários movimentados podem exigir maior abastecimento, enquanto períodos de menor procura permitem exposições menores.
Cada produto também precisa de tratamento específico. Folhosas, raízes, frutas sensíveis e produtos resistentes não devem receber a mesma profundidade, temperatura ou frequência de reposição. O vídeo “Layout para supermercado: exposição, açougue, padaria e hortifrúti”, publicado no canal oficial da Expo Supermercados, mostra como apresentação e circulação participam do desempenho da loja.
O supermercado pode comparar vendas, reposições, tempo de exposição e perdas por produto e horário. O melhor hortifrúti não é necessariamente aquele com as maiores pilhas, mas o que mantém variedade, aparência, disponibilidade e giro. A abundância deve ser percebida pelo cliente sem se transformar em desperdício nos bastidores.





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