Imersão no varejo americano revela escala e eficiência do setor, analisa Wagner Donegatti
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A imersão no varejo americano realizada por Wagner Donegatti, diretor do Conectando o Varejo, trouxe reflexões relevantes sobre o tamanho, a eficiência e as estratégias que impulsionam o setor supermercadista nos Estados Unidos. Durante cerca de 20 dias no país, Donegatti visitou diversas operações do varejo alimentar para observar de perto modelos de gestão, tecnologia aplicada e formatos de loja que ajudam a explicar o enorme volume de vendas e a alta produtividade do mercado americano.

O que mais impressiona no varejo dos Estados Unidos é a escala das operações. Grandes redes atuam com centenas ou até milhares de lojas e utilizam sistemas avançados de logística, tecnologia e gestão de dados para garantir eficiência em toda a cadeia de abastecimento.
Entre os principais diferenciais observados nas redes americanas estão:
alta produtividade nas operações
forte uso de tecnologia na gestão e no abastecimento
centrais de produção estruturadas
parcerias com a indústria para desenvolvimento de produtos e equipamentos
redes com grande quantidade de lojas
estratégias sofisticadas de precificação
posicionamento claro de cada formato de loja
Mesmo com essa estrutura avançada, Wagner Donegatti destaca que o varejo brasileiro também possui operações altamente competitivas. Em vários casos, especialmente na experiência de loja e no relacionamento com o consumidor, algumas redes brasileiras apresentam soluções tão eficientes quanto as encontradas no mercado americano.
Ranking das maiores redes do varejo alimentar nos Estados Unidos
A dimensão do mercado norte-americano pode ser percebida ao observar o ranking das maiores redes por faturamento.
Ranking | Rede | Vendas (US$ bilhões) | Vendas (R$ bilhões) | Número de Lojas |
1 | Walmart | 462 | 2.310 | 4.600 |
2 | Costco | 200 | 1.000 | 890 |
3 | Kroger | 147 | 735 | 2.700 |
4 | Target | 107 | 535 | 1.950 |
5 | Albertsons | 79 | 395 | 2.200 |
6 | Ahold Delhaize | 60 | 300 | 2.000 |
7 | Publix | 57 | 285 | 1.380 |
8 | Aldi US | 54 | 270 | 2.400 |
9 | H-E-B | 43 | 215 | 420 |
10 | Trader Joe’s | 16 | 80 | 560 |
Para se ter uma ideia da magnitude desse mercado, Wagner Donegatti observa que, se o líder do varejo brasileiro fosse incluído nesse ranking, ele ocuparia aproximadamente a 9ª posição, considerando o faturamento convertido em dólares.
Ranking ABRAS 2025: as maiores redes de supermercados do Brasil
Para ampliar a análise, é interessante comparar o cenário americano com o ranking ABRAS 2025, que apresenta as maiores redes supermercadistas do Brasil por faturamento.
Top 10 Ranking ABRAS 2025 (Faturamento em R$):
Ranking | Empresa | Faturamento |
1 | Carrefour Brasil | R$ 120,59 bilhões |
2 | Assaí Atacadista | R$ 80,57 bilhões |
3 | Grupo Mateus | R$ 36,38 bilhões |
4 | Supermercados BH | R$ 21,27 bilhões |
5 | GPA (Pão de Açúcar) | R$ 20,04 bilhões |
6 | Grupo Muffato | R$ 17,43 bilhões |
7 | Grupo Pereira | R$ 15,32 bilhões |
8 | Mart Minas & Dom Atacadista | R$ 11,43 bilhões |
9 | Cencosud Brasil | R$ 11,23 bilhões |
10 | Grupo Koch | R$ 10,34 bilhões |
Comparação entre os mercados
A comparação entre os dois rankings revela diferenças importantes entre os mercados brasileiro e americano.
Nos Estados Unidos, as grandes redes atingem faturamentos extremamente elevados e operam com grande número de lojas, muitas vezes ultrapassando mil unidades. Já no Brasil, o setor apresenta forte presença de redes regionais e supermercados de bairro, que desempenham papel fundamental na distribuição de alimentos e no atendimento às comunidades.
Essa análise ajuda a compreender:
a diferença de escala entre os mercados
o nível de concentração das grandes redes
o potencial de crescimento do varejo brasileiro
as oportunidades de ganho de produtividade e inovação
Aprendizados para o futuro do varejo
Para Wagner Donegatti, visitar mercados internacionais é uma oportunidade valiosa para ampliar a visão estratégica sobre o futuro do varejo. A observação direta de tecnologias, modelos de loja e processos operacionais permite identificar tendências que podem ser adaptadas à realidade brasileira.
A troca de experiências entre profissionais do setor continua sendo uma das principais formas de evolução do varejo. Iniciativas como essa reforçam o trabalho realizado pelo Conectando o Varejo, que busca conectar líderes, empresários e especialistas para compartilhar conhecimento e discutir caminhos para o desenvolvimento do setor supermercadista.
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