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Inovação sem gestão do mix pode transformar progresso em custo

há 17 horas
1 min de leitura

Inovar não significa apenas colocar novos produtos na gôndola. Quando uma novidade entra sem objetivo, prazo de avaliação ou critério de permanência, o supermercado pode confundir movimento com progresso. O lançamento parece moderno, mas acrescenta estoque, tarefas e despesas sem entregar resultado.


Corredor de loja de bebidas com prateleiras cheias de cervejas e vinhos; clientes circulam sob piso geométrico colorido.

O custo começa na compra e continua no cadastro, armazenamento, exposição, reposição, comunicação, inventário e controle de validade. A reportagem “Quando diversificar deixa de gerar resultado no supermercado” mostra que mais SKUs aumentam a complexidade e podem reduzir a visibilidade dos itens de maior giro.


A inovação precisa partir de uma hipótese clara. O produto foi incluído para atender um novo público, completar uma faixa de preço, aproveitar uma tendência ou diferenciar a loja? A resposta define o que será medido. Vendas, margem em reais, giro, perdas, cobertura, repetição de compra e efeito sobre os demais itens da categoria ajudam a avaliar o lançamento.


Tecnologia também pode apoiar essa decisão. A matéria sobre como a inteligência artificial pode reduzir rupturas e excessos apresenta análises por SKU e por loja.

Uma prática possível é testar a novidade em poucas lojas ou durante um período definido, estabelecer metas e decidir previamente o que acontece se o resultado não aparecer. Inovação verdadeira gera valor para o cliente e para a empresa; sem gestão do mix, ela pode se tornar apenas um custo apresentado como progresso.


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