O estoque do sistema corresponde ao estoque físico?
O sistema informa que existem 20 unidades, mas a contagem encontra apenas 15. Em outro produto, ocorre o contrário: há mercadorias no depósito que não aparecem corretamente no cadastro. Essas diferenças afetam compras, reposição, disponibilidade, apuração de perdas e resultado financeiro. Por isso, o inventário não deve ser visto apenas como uma obrigação contábil.

O inventário físico compara as quantidades registradas no sistema com as mercadorias realmente existentes na loja e no depósito. A contagem ajuda a identificar erros de recebimento, movimentações não registradas, avarias, vencimentos, furtos, trocas de códigos, falhas no caixa e produtos armazenados em locais inadequados.
A reportagem “Gestão de estoque no supermercado: como evitar perdas e aumentar o lucro”, da Expo Supermercados, mostra que estoque representa dinheiro parado ou em movimento. Quando os saldos não são confiáveis, o setor de compras pode adquirir mercadorias desnecessárias ou deixar de pedir produtos que realmente estão faltando.
Além do inventário geral, o supermercado pode realizar inventários rotativos. Nesse modelo, categorias, corredores ou grupos de produtos são contados em períodos diferentes, priorizando itens de maior valor, maior giro ou maior risco. O vídeo “Da loja à retaguarda: conheça a operação completa de um supermercado”, do canal oficial da Expo Supermercados, ajuda a compreender como recebimento, depósito, abastecimento e venda precisam funcionar como um fluxo integrado.
Contar sem investigar as divergências resolve apenas parte do problema. Depois do inventário, a empresa precisa identificar as causas, corrigir processos e definir responsáveis. Acompanhamento da acuracidade, ajustes realizados, perdas, rupturas e reincidências transforma a contagem em uma ferramenta de gestão.





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