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A bagunça na retaguarda acaba aparecendo nas prateleiras

há 55 minutos
1 min de leitura

O depósito pode estar distante do cliente, mas seus problemas chegam rapidamente à área de vendas. Caixas sem identificação, mercadorias bloqueadas, produtos fora de endereço e corredores obstruídos atrasam a reposição. Como resultado, a prateleira fica vazia mesmo quando o sistema indica estoque disponível.


Prateleira de mercado com salgadinhos Guimarães e Pringles; caixas Pepsi à direita e embalagens coloridas.

Organizar a retaguarda não significa apenas empilhar corretamente. O fluxo precisa facilitar recebimento, conferência, armazenamento, separação, reposição e devolução. Cada categoria deve possuir localização definida, e a equipe precisa encontrar um produto sem depender da memória de uma única pessoa.


A matéria “O depósito ajuda a vender ou apenas guarda mercadorias?” mostra que a dificuldade de localização aumenta deslocamentos, reduz a produtividade e favorece rupturas e avarias. O estoque precisa ajudar a vender, não funcionar como um espaço onde as mercadorias desaparecem.


Outro problema acontece quando a lógica da armazenagem não considera giro e validade. Produtos antigos ficam atrás dos novos, itens promocionais não são separados a tempo e embalagens frágeis recebem empilhamento inadequado. A desorganização passa a gerar perdas, retrabalho e riscos para os funcionários.


Um acompanhamento simples pode medir tempo de separação, divergências entre estoque físico e sistema, mercadorias sem endereço, avarias e rupturas com saldo positivo. Esses indicadores ajudam a diferenciar uma falta real de produto de uma falha na movimentação interna.


O vídeo “Visita ao Supermercados Kern com Marcos Kern e Clóvis Polese”, publicado no canal oficial da Expo Supermercados, permite observar diferentes áreas de uma operação real. A disponibilidade percebida pelo consumidor depende de um fluxo que começa muito antes da gôndola.


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