A próxima marca própria do supermercado pode nascer na padaria ou no açougue
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Marca própria não precisa estar limitada a produtos industrializados de mercearia. Pães, bolos, carnes porcionadas, temperados, saladas, sobremesas e refeições preparadas pelo supermercado também podem fortalecer a identidade da loja quando possuem padrão definido, rotulagem adequada e qualidade constante.

Uma análise internacional publicada em 2026 mostra que as marcas próprias continuam ganhando participação no varejo alimentar. Para os supermercados brasileiros, o movimento merece atenção, mas sua aplicação aos perecíveis depende da capacidade produtiva, da legislação, do posicionamento e do perfil dos clientes.
A produção própria permite desenvolver produtos que não são encontrados exatamente da mesma forma no concorrente. Entretanto, colocar o nome do supermercado na embalagem também aumenta a responsabilidade. Receita, rendimento, peso, validade, conservação, alergênicos, rastreabilidade, embalagem e apresentação precisam permanecer consistentes.
A matéria “Produção própria nos supermercados: por que até o atacarejo apostou nela?” mostra como açougue, padaria e alimentos preparados podem transformar-se em categorias de destino. O conteúdo também alerta que, conforme a rede cresce, produção, equipamentos, mão de obra, supervisão e abastecimento tornam-se mais complexos.
No vídeo “Conheça por dentro uma Central de Produção de supermercado”, Bruno Cruz, da Viáz Consultoria, apresenta uma estrutura utilizada para padronizar e abastecer lojas. O supermercado pode começar com poucos produtos de produção própria, medir aceitação, margem e perdas e ampliar o mix somente depois de demonstrar capacidade para repetir a mesma qualidade.





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